A tarifa do transporte público intermunicipal da Grande Florianópolis subiu 6,85% a partir desta quarta-feira, 22 de julho. O reajuste atinge linhas que conectam a capital a municípios da região metropolitana e impacta diretamente quem depende do ônibus todos os dias para trabalhar, estudar ou circular entre cidades vizinhas.
Reajuste atinge cinco empresas
A mudança foi autorizada pela Agência Reguladora de Serviços Públicos de Santa Catarina (Aresc) e vale para as linhas operadas por Biguaçu, Jotur, Imperatriz, Estrela e Santa Terezinha. Segundo a decisão, o reajuste tem validade de seis meses, contados a partir de 10 de junho.
O Consórcio Metrópolis, que representa as operadoras do sistema, afirma que o aumento foi necessário para recompor custos operacionais. A medida vale para linhas convencionais e executivas do transporte intermunicipal da Grande Florianópolis.
Novos valores das passagens
Com o reajuste de 6,85%, os preços variam conforme o trajeto e a forma de pagamento.
- No trecho Terra Nova–Florianópolis, operado pela Jotur, a tarifa passou de R$ 13,40 para R$ 14,33 no cartão e de R$ 13,80 para R$ 14,75 no dinheiro.
- No trecho Bela Vista–Florianópolis, o valor também subiu para R$ 14,33 no cartão e R$ 14,75 no dinheiro.
- Já no trajeto Palhoça–Biguaçu, operado pela Estrela, a passagem passou de R$ 14,67 para R$ 15,67 no cartão e de R$ 15 para R$ 16 no dinheiro.
- Em linhas executivas do eixo São José–Florianópolis, o valor pode chegar a R$ 21,50 no pagamento em espécie.
Impacto no bolso do passageiro
O aumento parece pequeno em valor absoluto, mas pesa no fim do mês para quem faz o mesmo deslocamento todos os dias. Um trabalhador que pega duas passagens por dia no trecho Palhoça–Biguaçu, por exemplo, passa a gastar R$ 2 a mais por dia no dinheiro, o que representa cerca de R$ 60 a mais em um mês de 30 dias.
No caso de linhas como Terra Nova–Florianópolis ou Bela Vista–Florianópolis, o gasto diário sobe quase R$ 2 no conjunto da ida e volta. Para usuários frequentes, o reajuste pressiona ainda mais o orçamento familiar em um cenário de despesas já elevadas com alimentação, aluguel e transporte.
Quem é mais afetado
O aumento atinge principalmente trabalhadores, estudantes e pacientes que dependem do transporte intermunicipal para se deslocar entre municípios da região metropolitana. As linhas que ligam Florianópolis a São José, Palhoça e Biguaçu estão entre as mais usadas da Grande Florianópolis, o que amplia o impacto da medida.
Também são afetados passageiros que usam o sistema executivo, geralmente com tarifa mais alta e menor frequência de viagens. Nesses casos, a passagem pode ultrapassar R$ 20, chegando ao teto de R$ 21,50 em alguns trajetos.
