O El Niño em Santa Catarina deve ganhar força nos próximos meses, elevando a atenção para possíveis mudanças no comportamento das chuvas e das temperaturas no estado. A atualização divulgada na última quinta-feira (13) pelo Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) aponta alta probabilidade de o fenômeno alcançar intensidade muito forte entre setembro e outubro.
A Defesa Civil de Santa Catarina mantém o monitoramento das condições atmosféricas e oceânicas diante da evolução do fenômeno. O cenário é acompanhado especialmente com a aproximação da primavera, período em que episódios de El Niño costumam estar associados a volumes maiores de chuva em diferentes áreas do estado.
EL NIÑO EM SANTA CATARINA DEVE GANHAR FORÇA
Um dos principais indicadores utilizados para acompanhar o El Niño é a temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4, no Oceano Pacífico.
Em julho, a temperatura nessa área ficou 1,4 °C acima da média, caracterizando um episódio de intensidade moderada a forte.
Na medição semanal divulgada em 10 de agosto, a diferença chegou a 1,8 °C. Para que o fenômeno seja considerado oficialmente forte, a anomalia precisa permanecer acima de 1,5 °C durante o mês.
A NOAA estima atualmente 93% de probabilidade de o El Niño atingir intensidade muito forte entre setembro e outubro. Para o período entre outubro e dezembro, a chance de manutenção nessa categoria chega a 95%.
CHUVAS PODEM AUMENTAR NA PRIMAVERA
Em Santa Catarina, o histórico dos episódios de El Niño mostra uma relação com o aumento das chuvas, principalmente durante a primavera.
O fenômeno também pode contribuir para períodos de temperaturas acima da média. Entretanto, a presença de um El Niño forte não significa que todas as regiões catarinenses terão chuva intensa ou que os efeitos ocorrerão da mesma maneira.
A ocorrência de temporais, chuvas volumosas, enxurradas, alagamentos, inundações e deslizamentos depende também da formação e atuação de sistemas meteorológicos específicos.
Por isso, as previsões de curto prazo continuam sendo importantes mesmo com a tendência climática já identificada.
DEFESA CIVIL ACOMPANHA RISCO DE TEMPORAIS E DESLIZAMENTOS
A evolução do fenômeno está sendo analisada pela Defesa Civil de Santa Catarina em conjunto com as instituições que participam do Fórum Climático Catarinense.
O acompanhamento busca identificar tendências e possíveis cenários de risco para subsidiar decisões dos municípios e dos órgãos responsáveis pela proteção da população.
Para os moradores, a recomendação é acompanhar previsões, boletins e avisos meteorológicos, principalmente quando houver previsão de chuva intensa, vento forte, granizo ou temporais.
Durante períodos de chuva persistente, a orientação é evitar áreas alagadas e nunca tentar atravessar pontos com água acumulada a pé ou de veículo.
Também é importante observar sinais que podem indicar movimentação do solo, como rachaduras, inclinação de árvores ou postes, muros estufados e mudanças no terreno.
Em situações de risco ou diante de sinais de deslizamento, a orientação é deixar o local e acionar a Defesa Civil pelo telefone 199.
COMO RECEBER ALERTAS DA DEFESA CIVIL
Os moradores de Santa Catarina podem receber avisos meteorológicos gratuitamente por diferentes canais.
Para receber mensagens por SMS, é necessário enviar o CEP da área de interesse para o número 40199. Também há a possibilidade de receber alertas pelo WhatsApp, pelo número (61) 2034-4611.
Outro recurso é o Defesa Civil Alerta, sistema baseado na tecnologia Cell Broadcast que envia mensagens diretamente para celulares compatíveis localizados em áreas de risco, sem necessidade de cadastro.
O acompanhamento dos canais oficiais também permite consultar atualizações sobre condições meteorológicas e orientações para situações de tempo severo.
O QUE O CENÁRIO PODE REPRESENTAR PARA SC
A NOAA também estima 69% de probabilidade de o atual episódio ser o mais intenso desde 1950. A projeção reforça a necessidade de acompanhar a evolução do fenômeno, mas não permite determinar antecipadamente quando ou onde ocorrerão eventos extremos.
O comportamento do El Niño pode mudar ao longo dos meses, enquanto os impactos no território catarinense dependem da combinação entre o fenômeno climático e outros sistemas atmosféricos.
Com a aproximação da primavera, o monitoramento deve continuar sendo atualizado para identificar alterações nas condições de chuva e temperatura e orientar a população diante de eventuais episódios de tempo severo.
Com informações de Governo de Santa Catarina


