sexta-feira, 18 setembro , 2026

Bolsa Família terá reajuste de 15% e novo valor começará a valer em outubro; veja quanto será

por Duda Amaral
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O Bolsa Família terá os valores reajustados em 15% a partir de outubro de 2026, conforme decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira (17). A correção considera a inflação acumulada medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026.

Com a mudança, o valor mínimo pago por família passará de aproximadamente R$ 600 para R$ 691. Já o benefício médio, segundo os cálculos apresentados pelo governo, deverá subir de R$ 675 para R$ 777.

O decreto foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União e entrou em vigor na data da publicação. Apesar disso, os efeitos financeiros do reajuste começam em 1º de outubro.

COMO FICAM OS VALORES DO BOLSA FAMÍLIA

Além da atualização do valor mínimo, o decreto também altera os valores de benefícios que compõem o programa. A correção acompanha a variação de preços acumulada no período utilizado como referência pelo governo.

Com o reajuste, os valores passam a ser:

  • Valor mínimo por família: R$ 691;
  • Benefício de Renda de Cidadania: R$ 164 por integrante;
  • Benefício Primeira Infância: R$ 173;
  • Benefício Variável Familiar: R$ 58.

A atualização está prevista nas regras do próprio Bolsa Família e tem como objetivo preservar o poder de compra das famílias que recebem o benefício.

REAJUSTE CONSIDERA INFLAÇÃO ACUMULADA

Durante a cerimônia realizada no Palácio do Planalto, o secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Bruno Moretti, explicou que o percentual utilizado na atualização corresponde à inflação acumulada de 15,04% pelo INPC entre março de 2023 e agosto de 2026.

Na prática, a medida busca recompor parte da perda do poder de compra provocada pela alta dos preços ao longo do período.

Pelos cálculos apresentados pelo governo, o benefício médio terá um acréscimo nominal próximo de R$ 100 por família, passando de R$ 675 para R$ 777.

GOVERNO RELACIONA MEDIDA À SEGURANÇA ALIMENTAR

A relação entre o reajuste e a capacidade de compra das famílias também foi destacada durante a cerimônia. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a reposição dos valores procura reduzir os efeitos da inflação sobre os beneficiários do programa.

Segundo o ministro, a manutenção do poder de compra é importante para evitar que famílias em situação de maior vulnerabilidade enfrentem dificuldades adicionais para garantir a alimentação.

PROJEÇÃO PARA O BOLSA FAMÍLIA EM 2027

Durante o evento, Durigan também apresentou uma estimativa para o peso do Bolsa Família na economia brasileira em 2027.

De acordo com a projeção divulgada pelo ministro, as despesas com o programa deverão representar entre 1,2% e 1,25% do Produto Interno Bruto (PIB).

O percentual projetado fica abaixo do patamar de aproximadamente 1,5% registrado na transição entre 2022 e 2023.

Assim, o reajuste anunciado para outubro combina a atualização dos benefícios pela inflação acumulada com uma nova referência para os valores pagos às famílias inscritas no programa.


Com informações de Agência Brasil

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