Florianópolis recebe, entre os dias 10 e 25 de outubro, o projeto Vozes pela Proteção – Quebrando a Inconveniência, iniciativa que combina arte, educação e informação para ampliar a conscientização sobre a prevenção da violência sexual contra crianças e adolescentes.
Com programação gratuita em diferentes pontos da Capital, a ação integra o Movimento Violência Sexual Zero e conta com patrocínio da Vibra. Entre as atividades estão uma instalação imersiva, espetáculo musical, rodas de conversa, oficinas, workshops, intervenções educativas e distribuição de materiais informativos.
A programação será realizada em espaços como o Largo da Alfândega, o Teatro Álvaro de Carvalho (TAC) e o Jardim Botânico de Florianópolis, com apoio do município como cidade anfitriã.
LOJA DE INCONVENIÊNCIA LEVA INFORMAÇÃO AO LARGO DA ALFÂNDEGA
Uma das principais atrações será a Loja de Inconveniência, instalada no Largo da Alfândega durante os 15 dias de programação. O espaço funciona como uma experiência cenográfica e interativa inspirada nas tradicionais lojas de conveniência.
A diferença está no conteúdo. Em vez de produtos convencionais, o público encontrará informações, dados e orientações relacionados à proteção de crianças e adolescentes.
A proposta é utilizar um ambiente familiar do cotidiano para abordar um assunto que ainda é cercado por silêncio e dificuldade de diálogo. A experiência apresenta orientações sobre prevenção, identificação de sinais de risco, acolhimento e formas de acionar a rede de proteção.
A visitação é gratuita e estará aberta ao público geral, das 10h às 20h.
Segundo Aspen Andersen, vice-presidente de Gente, Tecnologia e ESG da Vibra, a iniciativa amplia uma estratégia de mobilização já desenvolvida pelo Movimento Violência Sexual Zero.
“O Vozes pela Proteção amplia uma estratégia que temos construído desde o início do Movimento Violência Sexual Zero: usar nossa capacidade de mobilização para levar informação e contribuir para transformar conscientização em proteção. A Loja de Inconveniência já mostrou o potencial de provocar reflexão sobre um tema que muitas vezes permanece invisível. Agora, ao combiná-la com cultura, educação e diálogo em diferentes cidades, conseguimos ampliar essa mensagem e alcançar novos públicos. Para a Vibra, apoiar iniciativas como essa é uma forma de colocar nossa capilaridade a serviço de uma causa que precisa envolver toda a sociedade”
ESPETÁCULO MUSICAL ABORDA VIOLÊNCIA SEXUAL E SUPERAÇÃO
A programação também terá o espetáculo Vozes Silenciadas, que utiliza música, dança e depoimentos inspirados em histórias reais para abordar a violência sexual contra crianças e adolescentes.
A narrativa acompanha Luna, uma adolescente que encontra na música uma maneira de enfrentar seus medos, reconstruir a própria identidade e romper o silêncio diante de uma experiência de violência sexual.
Depois das apresentações, o público poderá participar de debates e rodas de conversa sobre prevenção, acolhimento, identificação de situações de risco e denúncia.
A iniciativa busca transformar a experiência cultural em uma oportunidade para ampliar o conhecimento e estimular atitudes de proteção.
Em Florianópolis, haverá apresentações destinadas a instituições municipais de acolhimento institucional, mediante agendamento com a Secretaria Municipal de Assistência Social.
Também estão previstas sessões gratuitas abertas à população nos dias 17 e 18 de outubro, às 15h, no Jardim Botânico de Florianópolis.
AÇÕES EDUCATIVAS AMPLIAM A MOBILIZAÇÃO
Além da instalação e do espetáculo, o projeto prevê workshops, oficinas, rodas de conversa e distribuição de materiais educativos.
As atividades serão direcionadas a instituições municipais de acolhimento institucional para crianças e adolescentes, sedes da Guarda Municipal, unidades do CRAS, CREAS e projeto Acolher. A participação ocorrerá mediante agendamento com a Secretaria Municipal de Assistência Social de Florianópolis.
A iniciativa também pretende facilitar o acesso a informações que podem ajudar a população a reconhecer situações de risco e saber como agir diante de possíveis casos de violência.
O projeto será realizado ainda em Porto Alegre, Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro, com programação prevista entre outubro de 2026 e o primeiro semestre de 2027.
FLORIANÓPOLIS TEM REDE DE PROTEÇÃO PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES
A programação ocorre em um contexto de atuação da rede municipal de proteção de Florianópolis, que reúne serviços de assistência social, educação e saúde, além dos Conselhos Tutelares, órgãos de segurança pública e demais instituições que integram o Sistema de Garantia de Direitos.
Atualmente, a Capital conta com quatro Conselhos Tutelares em funcionamento e uma quinta unidade em processo de implementação. Os órgãos atuam na proteção dos direitos de crianças e adolescentes sempre que houver ameaça ou violação.
A estrutura municipal também inclui dois Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), que realizam acompanhamento especializado de famílias e indivíduos em situações de ameaça ou violação de direitos.
Outro serviço disponível é o Família Acolhedora, destinado a crianças e adolescentes afastados temporariamente do convívio familiar. O acolhimento ocorre em ambiente familiar enquanto são avaliadas as possibilidades de retorno à família de origem ou, quando necessário, encaminhamento para uma família substituta, conforme determinação judicial.
Quando o acolhimento institucional é necessário, o município dispõe de serviço específico para crianças e adolescentes, com equipes especializadas e articulação com os demais integrantes da rede.
PREVENÇÃO TAMBÉM É FORTALECIDA NOS TERRITÓRIOS
As ações preventivas são complementadas pelos Centros de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (CCFVs), que oferecem atividades para crianças e adolescentes e desenvolvem ações junto às famílias.
O objetivo é fortalecer vínculos familiares e comunitários e reduzir situações de vulnerabilidade, risco social e violação de direitos. Florianópolis conta atualmente com cerca de 24 unidades distribuídas pelos territórios.
Para a secretária de Assistência Social de Florianópolis, Zena Becker, receber o projeto contribui para ampliar um trabalho que precisa ser permanente.
“Receber este projeto em Florianópolis reforça um compromisso que precisa ser permanente: proteger crianças e adolescentes e garantir que cresçam com segurança, respeito e seus direitos assegurados. A nossa cidade tem construído uma cultura de cuidado e proteção, com uma rede que envolve diferentes políticas públicas e a sociedade. Iniciativas como esta fortalecem esse trabalho, ampliam o debate e contribuem para conscientizar a população sobre a importância de prevenir a violência sexual e construir ambientes cada vez mais seguros para nossas crianças e adolescentes”
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO EM FLORIANÓPOLIS
Loja de Inconveniência
📅 10 a 25 de outubro
⏰ Das 10h às 20h
📍 Largo da Alfândega – Avenida Paulo Fontes
👥 Aberta ao público geral
🎟️ Entrada gratuita
A cerimônia de abertura será realizada às 10h30.
Classificação: 18 anos.
Vozes Silenciadas – sessões para instituições
As apresentações destinadas às instituições municipais de acolhimento institucional para crianças e adolescentes serão realizadas mediante agendamento com a Secretaria Municipal de Assistência Social.
Vozes Silenciadas – sessões abertas ao público
📅 17 e 18 de outubro
⏰ 15h
📍 Jardim Botânico de Florianópolis – Rodovia Admar Gonzaga, 742
🎟️ Gratuito
Classificação: 6 anos.
Workshops, oficinas, rodas de conversa e materiais educativos
As ações serão direcionadas às instituições municipais de acolhimento institucional, sedes da Guarda Municipal, unidades do CRAS, CREAS e projeto Acolher, mediante agendamento com a Secretaria Municipal de Assistência Social.
As apresentações do espetáculo terão intérprete de Libras, enquanto a Loja de Inconveniência contará com acesso para pessoas com mobilidade reduzida.
O Vozes pela Proteção – Quebrando a Inconveniência é realizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (PRONAC 257495), com realização da Think Projetos e da MR2 Cultural e apoio da Childhood Brasil, Instituto Liberta e Grupo Mulheres do Brasil. O projeto integra o Movimento Violência Sexual Zero.