terça-feira, 13 outubro , 2026

Casarões históricos de Florianópolis serão transformados no Centro Cultural do MPSC

por Duda Amaral
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Casarão histórico da Udesc é entregue após restauro que revelou pinturas murais e novas camadas de história

A história de Florianópolis ganhará novos espaços de convivência, cultura e educação com a criação do Centro Cultural do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). O projeto prevê a recuperação e a abertura à comunidade da Casa do Barão e da Casa Bocaiúva, dois imóveis históricos que fazem parte da paisagem da Capital há décadas.

As edificações passam atualmente por obras de restauração e deverão receber exposições, atividades educativas, projetos culturais e diferentes iniciativas abertas ao público. A proposta é transformar os casarões em pontos de encontro entre a população, a memória da cidade e o trabalho desenvolvido pelo Ministério Público.

CASARÕES HISTÓRICOS PASSAM POR RESTAURAÇÃO

As obras começaram em fevereiro deste ano e já avançam para a etapa de acabamentos. No anexo da Casa do Barão, também está prevista a instalação de uma cafeteria, cujo processo de escolha do responsável pela operação já está em andamento.

Tombadas pelo Patrimônio Histórico e Artístico Municipal, a Casa do Barão e a Casa Bocaiúva terão suas características arquitetônicas preservadas durante o processo de recuperação.

A restauração pretende manter elementos que ajudam a contar a história dos imóveis e, ao mesmo tempo, preparar os espaços para uma nova utilização. A intenção é permitir que moradores e visitantes tenham contato direto com esse patrimônio histórico.

ESPAÇO SERÁ ABERTO À COMUNIDADE

O Centro Cultural foi planejado para receber pessoas de diferentes idades e perfis. Entre as possibilidades estão exposições, ações educativas, eventos culturais e atividades relacionadas à história de Florianópolis, de Santa Catarina e do próprio Ministério Público.

De acordo com o Diretor do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF), Promotor de Justiça Stefano Garcia da Silveira, a proposta é fazer dos imóveis espaços acessíveis à população.

“A ideia é que seja um espaço aberto ao público, inclusive nos finais de semana, para que as pessoas possam conhecer a história dessas casas e compreender os reflexos do trabalho do Ministério Público na vida dos catarinenses”, afirma.

Além de promover o contato com o patrimônio histórico, o projeto pretende ampliar as possibilidades de utilização dos casarões por artistas e produtores culturais.

EDITAIS DEVEM AMPLIAR A OCUPAÇÃO CULTURAL

Uma das estratégias previstas pelo Centro Cultural é a realização de editais para estimular a ocupação dos espaços. A ideia é abrir oportunidades para exposições artísticas, eventos e outras iniciativas culturais.

Com isso, os casarões não devem funcionar apenas como locais de visitação, mas também como ambientes de produção e circulação cultural.

“É uma possibilidade para que as pessoas também possam utilizar o espaço do Ministério Público para divulgar sua arte”, destaca o Promotor.

A iniciativa surgiu dentro do CEAF e está relacionada à proposta de aproximar a instituição da sociedade por meio do conhecimento, da cultura e da educação.

PROJETO PREVÊ ATIVIDADES EDUCATIVAS

A atuação do Centro Cultural também deverá alcançar estudantes, professores, pesquisadores e outros públicos interessados na história e no patrimônio catarinense.

Para a Coordenadora do CEAF, Letícia Maria Führ Napoleão, a iniciativa está conectada à atuação da instituição como Escola de Governo e ao trabalho de extensão desenvolvido pelo Ministério Público.

“O CEAF atua com base no tripé ensino, pesquisa e extensão. E a extensão é justamente esse contato com a comunidade, essa oportunidade de compartilhar conhecimento e levar nossos projetos para a sociedade.”

Nesse contexto, os casarões poderão servir como espaços para atividades que aproximem o conhecimento produzido pelo MPSC da população.

PRESERVAÇÃO GANHA NOVO SIGNIFICADO

A ocupação dos imóveis também é vista como uma forma de garantir que a preservação do patrimônio esteja acompanhada de uso e participação da comunidade.

A chefe do Setor de Memorial do MPSC (SEMEMOR), Priscila Melina Finardi, destaca que levar pessoas para os casarões é parte fundamental da proposta de preservação.

“Trazer gente para casa também é trazer vida. Trazer cultura, trazer as ações educativas, trazer crianças, universitários. O Ministério Público devolve à cidade dois bens tão marcantes para Florianópolis”.

Com a conclusão das obras, a Casa do Barão e a Casa Bocaiúva deverão assumir uma nova função na Capital: preservar o passado enquanto abrem espaço para atividades culturais, educativas e de convivência com a comunidade.


Com informações de Ministério Público de Santa Catarina

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