quinta-feira, 5 novembro , 2026

Saretta defende na ALESC o fortalecimento de políticas públicas de prevenção e proteção às mulheres

por Duda Amaral
A+A-
Reset
Deputado Saretta alerta para colapso nos leitos de UTI em SC e cobra contratação emergencial por parte do Estado

A violência contra mulheres em Santa Catarina, as dificuldades financeiras enfrentadas pelas prefeituras e a valorização dos servidores públicos estiveram entre os principais assuntos discutidos pelos deputados estaduais durante sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), realizada na terça-feira (3).

Os pronunciamentos também abordaram uma denúncia envolvendo um professor de matemática de uma escola de Penha, no Litoral Norte. Os temas foram apresentados por Neodi Saretta (PT), Mário Motta (PSD), Sargento Lima (PL) e Jessé Lopes (PL).

FEMINICÍDIOS EM SANTA CATARINA ACENDEM ALERTA

O crescimento dos casos de feminicídio no estado foi um dos assuntos que receberam atenção na tribuna. O deputado Neodi Saretta demonstrou preocupação com os números registrados em 2026 e defendeu o fortalecimento das políticas públicas de prevenção e proteção às mulheres.

Conforme os dados apresentados pelo parlamentar, Santa Catarina contabilizou 46 feminicídios até 27 de outubro deste ano. O número representa um aumento de 21% na comparação com o mesmo intervalo de 2025.

Saretta destacou que a violência contra mulheres pode começar muito antes de um assassinato. Ameaças, humilhações, agressões físicas e comportamentos de controle também fazem parte desse ciclo, que frequentemente acontece dentro de casa e envolve pessoas próximas às vítimas.

Durante o discurso, o deputado mencionou o caso de uma mulher de 38 anos que possuía medida protetiva e havia acionado o botão do pânico, mas acabou encontrada morta pouco tempo depois.

O episódio levantou questionamentos sobre a capacidade dos mecanismos existentes de garantir a segurança de mulheres que denunciam seus agressores.

“Será que estamos conseguindo proteger as mulheres que estão denunciando? Como garantir que essa proteção funcione na prática?”, questionou.

Outro indicador apresentado pelo parlamentar foi o volume de solicitações de medidas protetivas. Entre janeiro e setembro de 2026, foram registrados mais de 25 mil pedidos em Santa Catarina.

Para Saretta, os números mostram que o enfrentamento à violência doméstica precisa envolver iniciativas preventivas, acolhimento e instrumentos de proteção que funcionem efetivamente no cotidiano das vítimas.

O deputado também chamou atenção para o impacto dos feminicídios sobre familiares e comunidades.

“Quando vemos uma notícia sobre feminicídio, parece apenas mais uma manchete. Mas cada mulher assassinada deixa uma família que nunca mais será a mesma. Precisamos construir uma sociedade em que as mulheres não tenham medo de dizer não.”


Com informações de Agência ALESC

Você também pode gostar