terça-feira, 13 outubro , 2026

Estudantes estão ocupando ruas e universidades em atos de apoio à reeleição de Lula

por Duda Amaral
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Atos Pró Lula

Estudantes de diferentes regiões do Brasil participaram, ao longo da semana, de manifestações em apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República. Os atos foram organizados pela União Nacional dos Estudantes (UNE), que declarou apoio ao candidato para o segundo turno das eleições.

As mobilizações reuniram universitários, trabalhadores e integrantes da sociedade civil em defesa da democracia, da educação pública e de direitos sociais. Entre as pautas também esteve o fim da escala de trabalho 6×1, que prevê seis dias consecutivos de trabalho para um de descanso.

MANIFESTAÇÕES REUNIRAM ESTUDANTES EM DIFERENTES CIDADES

Na quarta-feira (7), milhares de pessoas se concentraram na região da Candelária, no centro do Rio de Janeiro. Em seguida, os participantes caminharam pela Avenida Rio Branco até a Cinelândia, levando às ruas reivindicações relacionadas à educação, às condições de trabalho e à preservação das instituições democráticas.

No dia seguinte, quinta-feira (8), novas manifestações foram registradas em pelo menos 13 estados brasileiros, além do Distrito Federal. Em São Paulo, estudantes de instituições como a Faculdade Cásper Líbero e o Mackenzie participaram das mobilizações. A Praça Roosevelt, na região central da capital paulista, também recebeu apoiadores.

No Tocantins, a Universidade Federal do Tocantins (UFT), em Palmas, foi um dos pontos de encontro. A manifestação contou com a participação do jornalista Kaio Costa, ex-aluno da instituição, que destacou a importância de defender não apenas uma candidatura, mas também os direitos da população.

PARTICIPANTES DESTACAM DEFESA DA DEMOCRACIA E DOS DIREITOS

Durante o ato realizado na capital tocantinense, Kaio Costa chamou a atenção para o avanço de posições conservadoras em diferentes partes do mundo e os possíveis impactos sobre grupos historicamente vulnerabilizados.

“Se a gente for fazer uma análise sobre o que está acontecendo no mundo inteiro, a gente tem visto uma grande onda de conservadorismo e retrocesso em direitos básicos tanto das mulheres quanto de comunidades minoritárias das quais eu faço parte, porque eu sou um homem negro e LGBT, nascido no interior do Tocantins. Eu não posso me dar o luxo de só assistir a coisa acontecer”, disse.

A agenda de manifestações também alcançou Minas Gerais, Paraíba, Maranhão, Piauí, Bahia, Mato Grosso do Sul, Sergipe, Rio Grande do Sul, Ceará, Amapá e Paraná. A presença de participantes em diferentes estados demonstrou a abrangência nacional da mobilização convocada pela UNE.

ATO NA UNB TAMBÉM REUNIU ESTUDANTES SECUNDARISTAS

No Distrito Federal, a Universidade de Brasília (UnB) sediou uma das manifestações. A estudante de direito Ada Victória Moura Leite, de 18 anos, integrante do Centro Acadêmico, afirmou que a mobilização ultrapassou o ambiente universitário e contou também com pessoas da comunidade, incluindo alunos do ensino médio.

Ao comentar as reivindicações dos participantes, ela ressaltou a importância da defesa dos direitos humanos e da universidade pública.

“Não podemos regredir para um Estado que não respeite os direitos humanos, que não valorize a universidade pública”, finalizou.

As manifestações tiveram como eixo central o apoio à candidatura de Lula no segundo turno, mas também incorporaram reivindicações relacionadas ao acesso à educação, à garantia de direitos fundamentais e às condições de trabalho. A convocação da UNE reuniu estudantes de diferentes localidades em torno dessas pautas durante a semana.
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Com informações de Agência Brasil

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