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A SITUAÇÃO ATUAL DOS MUNICÍPIOS
O levantamento do ICS, divulgado recentemente, destacou que a maioria das cidades brasileiras não implementa sequer metade das 25 estratégias essenciais para o enfrentamento de desastres climáticos. Mas que estratégias são essas? Elas incluem desde a inclusão de medidas preventivas no Plano Diretor e na Lei de Uso e Ocupação de Solo até a existência de um plano municipal de redução de riscos, mapeamento de áreas vulneráveis, programas habitacionais para realocação de populações em risco e planos de contingência. A pesquisa utilizou dados da edição de 2020 da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic), coordenada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esses dados foram obtidos através de questionários respondidos pelos próprios municípios, refletindo uma autodeclaração sobre suas capacidades de gestão de riscos.MAPA DA PREPARAÇÃO: UM BRASIL VERMELHO
Com base nas informações coletadas, o ICS elaborou um mapa que destaca a situação das cidades em relação às estratégias de prevenção. Municípios com menos de 20% das estratégias implementadas foram marcados em vermelho, aqueles com 20% a 49% em laranja, 50% a 79% em amarelo, e mais de 80% em verde. Infelizmente, a maioria dos municípios se encontra nas faixas vermelha e laranja, indicando uma preparação inadequada para enfrentar desastres naturais. A situação é particularmente preocupante no Rio Grande do Sul. Das 497 cidades gaúchas, 304 possuem menos de 20% das estratégias verificadas. O estado sofreu recentemente com chuvas intensas, resultando em cidades submersas, mais de 600 mil pessoas desabrigadas e mais de 160 mortes. Porto Alegre, a capital do estado, está um pouco melhor com 44% das estratégias implementadas. Porém, apenas Itatiba do Sul alcançou mais de 80% das medidas necessárias.A VOZ DO POVO: PERCEPÇÕES SOBRE OS PROBLEMAS AMBIENTAIS
Além do levantamento técnico, o ICS em parceria com o instituto Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica (Ipec), realizou uma pesquisa de percepção dos brasileiros sobre os problemas ambientais em suas cidades. Entre os dias 2 e 9 de maio de 2024, foram entrevistadas 2 mil pessoas em 130 municípios. Você já pensou em quais problemas ambientais mais afetam sua cidade? Segundo a pesquisa, 79% dos entrevistados acreditam que as prefeituras têm condições de contribuir significativamente no combate às mudanças climáticas. Entre as medidas sugeridas, 41% dos participantes destacaram a importância de aumentar e conservar as áreas verdes. O controle do desmatamento e da ocupação em áreas de manancial foi citado por 36%, enquanto a redução do uso de combustíveis fósseis foi mencionada por 26%. Os entrevistados apontaram os seguintes problemas como os mais críticos em suas cidades: 30% mencionaram o calor e o aumento da temperatura, 29% a poluição do ar, 25% a poluição dos rios e mares, e 24% as enchentes e alagamentos. Nas capitais, as enchentes e a poluição do ar lideram as preocupações, ambos com 37% das citações.REGIÕES E SUAS PREOCUPAÇÕES ESPECÍFICAS
Os problemas ambientais variam significativamente de região para região. No Sul e no Sudeste, a poluição do ar é a principal preocupação. No Nordeste, Norte e Centro-Oeste, o calor e o aumento da temperatura são os problemas mais citados. Nessas regiões, questões como sistema de coleta e tratamento de esgoto, desmatamento e falta de coleta de lixo também são mencionadas com frequência, ultrapassando a média nacional.COMO SUA CIDADE PODE MELHORAR?
Então, o que sua cidade pode fazer para melhorar? Implementar mais estratégias de prevenção é crucial. Os municípios precisam investir em mapeamento de áreas de risco, criação de planos de contingência e realocação de populações vulneráveis. Além disso, é fundamental que a população cobre das autoridades locais a implementação dessas medidas e participe ativamente de iniciativas de prevenção. Como Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, destaca:“Nosso intuito não é fazer apenas a transferência de renda, mas também abrir portas que garantam a todos os brasileiros uma vida mais digna e autônoma. Queremos seguir de mãos dadas com essa população mais vulnerável, garantindo a proteção de que necessitam para mudar suas vidas.” A preparação para tragédias climáticas é uma responsabilidade compartilhada entre governo e sociedade. Embora a pesquisa do ICS revele uma realidade preocupante, ela também destaca áreas onde podemos melhorar e ações que podem ser tomadas. Vamos juntos cobrar e colaborar para construir cidades mais resilientes e seguras. Com informações da Agência Brasil
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