Você já se perguntou como está o desempenho das escolas militarizadas em Santa Catarina? E se o modelo adotado realmente traz os resultados esperados? Essas perguntas têm gerado debates entre educadores, pais e especialistas. Um estudo recente do Sinte/SC levanta questões fundamentais sobre o impacto da militarização nas escolas públicas do estado. Será que estamos no caminho certo?
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INVESTIMENTOS DESIGUAIS: ONDE ESTÃO OS RECURSOS?
Um dado que pode surpreender você: as escolas cívico-militares de Santa Catarina receberam, entre 2021 e 2024, investimentos médios que quase dobram os valores destinados às demais escolas da rede estadual. Enquanto as escolas militarizadas receberam R$ 1,3 milhão em infraestrutura, as outras escolas ficaram com uma média de R$ 528 mil. Parece uma diferença gritante, não acha? Mas o ponto mais intrigante é que, apesar desses recursos expressivos, o desempenho educacional não acompanhou essa injeção de verbas.
O estudo do Sinte/SC, baseado em dados do Portal da Transparência e do Ministério da Educação, indica que a qualidade da educação nas escolas militarizadas não melhorou como o esperado. Na verdade, houve uma queda de 8% no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) dessas unidades. Como isso pode acontecer, com tanto investimento envolvido?
A EXPANSÃO DO PROGRAMA REDE DE SEGURANÇA ESCOLAR
Outro ponto relevante do estudo é o orçamento destinado ao pagamento de militares que atuam nas escolas. Em 2024, o Governo do Estado destinou R$ 20,6 milhões a esse propósito, mais que o dobro dos R$ 9 milhões gastos em 2023. Esse aumento está diretamente ligado ao programa Rede de Segurança Escolar, no qual militares passam a atuar dentro das escolas, muitas vezes com foco em policiamento e disciplina.
É importante destacar que, enquanto uma parte significativa do orçamento é destinada à segurança, outras áreas essenciais, como a valorização dos professores, acabam ficando em segundo plano. De acordo com o coordenador do Sinte/SC, Evandro Accadrolli, “há um desvio de foco que precisa ser discutido urgentemente”. Ele questiona se o investimento em militares é o melhor caminho para garantir a qualidade da educação. O que você acha? Será que mais policiais nas escolas podem resolver os desafios da educação pública?
MILITARIZAÇÃO: EFICIÊNCIA OU UM MODELO A SER REVISTO?
A militarização das escolas sempre foi um tema controverso, e os dados revelados pelo Sinte/SC acendem ainda mais esse debate. Para o economista do sindicato, Maurício Mulinari, os resultados do estudo são claros: as escolas que aderiram ao modelo militarizado tiveram uma queda 8% maior no IDEB do que outras escolas. Como justificar, então, o investimento concentrado em um modelo que não mostra eficiência?
O estudo também alerta para a criação de um cenário de desigualdade entre as escolas catarinenses. As unidades que seguem o modelo cívico-militar recebem mais recursos, enquanto as demais enfrentam sérias carências. Esse desequilíbrio pode impactar negativamente o futuro da educação pública no estado, não concorda?
UM CHAMADO PARA REFLEXÃO
Diante desse panorama, o Sinte/SC propõe uma reflexão urgente: será que estamos investindo no que realmente importa para garantir uma educação pública de qualidade para todos? Segundo o coordenador do sindicato, Evandro Accadrolli, “o que garante qualidade na educação não são militares, mas sim um quadro completo de professores habilitados, profissionais de apoio pedagógico e uma gestão escolar eficiente”.
Esse questionamento deve ser levado a sério. Afinal, o objetivo não deveria ser oferecer as mesmas oportunidades de sucesso para todos os alunos, independentemente do modelo de escola em que estão inseridos?
O FUTURO DA EDUCAÇÃO CATARINENSE: É PRECISO DEFINIR PRIORIDADES
O estudo do Sinte/SC faz um apelo claro: precisamos redefinir as prioridades da educação em Santa Catarina. A militarização tem ocupado um espaço central nas políticas educacionais do estado, mas seus resultados levantam dúvidas sobre sua eficácia. Ao mesmo tempo, outras áreas essenciais da educação ficam subfinanciadas, o que compromete o desenvolvimento de um sistema mais justo e eficiente.
Se o debate sobre o modelo educacional catarinense não for revisto, corremos o risco de aprofundar ainda mais as desigualdades entre as escolas públicas. Como bem colocou o economista Maurício Mulinari, “enquanto algumas escolas recebem milhões, outras lutam para manter sua estrutura básica”.
UMA DECISÃO QUE AFETA O FUTURO
A militarização das escolas em Santa Catarina é um tema complexo, e o estudo do Sinte/SC traz informações que não podem ser ignoradas. Com grandes investimentos direcionados para um modelo que, até agora, não trouxe os resultados esperados, é necessário refletir sobre o rumo que a educação pública catarinense está tomando.
A questão que fica é: devemos continuar investindo em um sistema que parece aprofundar desigualdades e não melhorar os índices de qualidade da educação? Ou seria o momento de definir um novo caminho, focado em fortalecer todos os aspectos da escola pública?

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