Você já ouviu falar da Escola de Oleiros Joaquim Antônio de Medeiros, a única do gênero em toda a América Latina? Localizada em São José, Santa Catarina, essa escola não é apenas um espaço de aprendizado, mas um verdadeiro berço cultural que mantém viva uma tradição centenária. Vamos embarcar nessa história?
Conteúdos
UMA HISTÓRIA QUE SE CONFUNDE COM A CIDADE
A trajetória da Escola de Oleiros começa em 1992, mas a história da olaria em São José é muito mais antiga. Tudo começou com os colonizadores açorianos, que trouxeram a técnica de moldar o barro. Na época, a cidade tornou-se famosa pelas louças de barro e chegou a ser chamada de Capital da Louça de Barro.
Durante o século XX, a produção artesanal enfrentou desafios com a chegada de materiais como alumínio e plástico. Contudo, graças a figuras como Joaquim Antônio de Medeiros, o ofício foi mantido vivo. Ele, inclusive, dá nome à escola, que funciona em sua antiga olaria, hoje tombada como patrimônio histórico.
CURSOS GRATUITOS: FORMAÇÃO PARA TODAS AS GERAÇÕES

Um dos grandes diferenciais da escola é o caráter inclusivo. As aulas são gratuitas e atendem alunos de todas as idades, de 9 a 80 anos. Além disso, os cursos são bastante diversificados, oferecendo três modalidades principais:
- Curso Tradicional da Roda de Oleiro: Aqui, os alunos aprendem a moldar o barro usando a roda movida pelos pés, uma técnica tradicional que exige habilidade e paciência.
- Modelagem Figurativa: Indicado para quem gosta de criar esculturas e peças decorativas.
- Modelagem Variada: Envolve técnicas como placas e rolos, permitindo liberdade criativa para desenvolver diversos tipos de objetos.
A ARTE COMO FERRAMENTA DE TRANSFORMAÇÃO SOCIAL
A escola vai além da técnica: ela desempenha um papel fundamental no resgate e na valorização da cultura local. Muitos alunos que passaram por lá abriram suas próprias olarias, gerando emprego e fortalecendo a economia criativa da região. De acordo com Tereza Bez, a arte do oleiro passa pela sensibilidade, delicadeza e criatividade, qualidades fundamentais ensinadas no local. Na escola, o intuito é a formação de novos oleiros para que eles abram novas olarias e resgatem essa São José que já foi chamada de Capital da Louça de Barro.
Os alunos aprendem também sobre o respeito ao material e à tradição, reforçando o elo entre passado e presente. Em um mundo cada vez mais industrializado, o trabalho artesanal se torna um símbolo de resistência cultural.
UM PATRIMÔNIO QUE ATRAI VISITANTES
A Escola de Oleiros é uma verdadeira joia turística. A arquitetura do prédio, em estilo luso-brasileiro colonial, já é uma atração à parte. Mas o grande destaque são os fornos tradicionais, onde as peças são queimadas. O cheiro do barro cozido e a textura das peças encantam quem visita o local.
COMO SE INSCREVER E PARTICIPAR?
Se você ficou interessado, as inscrições para os cursos abrem todos os anos em fevereiro, quando um edital é divulgado pela prefeitura. As aulas são semanais, com opções de horários pela manhã, tarde e noite, atendendo diferentes perfis de alunos.
Quer se inspirar e talvez até criar sua própria peça? A Escola de Oleiros é o lugar ideal para isso!
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