Em 2024, Santa Catarina alcançou a marca impressionante de US$ 11,7 bilhões em exportações, um crescimento de 0,7% em comparação com o ano anterior. Este é o terceiro ano consecutivo em que o Estado supera a barreira dos US$ 11 bilhões, consolidando sua posição de destaque no cenário internacional. Mas, o que está por trás deste desempenho?
“Apesar de alguns desafios, como a queda nas exportações de soja, conseguimos manter o dinamismo das vendas externas”, explica Mario Cezar de Aguiar, presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC). “Produtos de maior valor agregado, como madeira e máquinas, foram fundamentais para o resultado positivo, especialmente nas vendas para os Estados Unidos”.
Conteúdos
- SEGMENTOS QUE IMPULSIONARAM O CRESCIMENTO
- O SECTOR MADEIREIRO EM EVIDÊNCIA
- MAQUINAS E EQUIPAMENTOS: UM CRESCIMENTO CONTÍNUO
- QUEDAS E DESAFIOS ENFRENTADOS
- O IMPACTO DAS IMPORTAÇÕES: UM CRESCIMENTO DE 17,36%
- DESTINOS DAS EXPORTAÇÕES: OS ESTADOS UNIDOS E A CHINA SEGUIEM COMO PRINCIPAIS PARCEIROS
- UM OLHAR PARA O FUTURO
SEGMENTOS QUE IMPULSIONARAM O CRESCIMENTO
A liderança das exportações catarinenses em 2024 ficou com o setor de frango, que, apesar de um pequeno recuo de 1%, ainda somou US$ 1,9 bilhão. Logo atrás, as exportações de carne suína se destacaram com um crescimento robusto de 8,1%, atingindo US$ 1,6 bilhão. E, talvez mais surpreendente, a exportação de motores elétricos registrou uma alta de 21,2%, chegando a US$ 674 milhões – o terceiro maior crescimento entre os 20 principais produtos exportados.
O SECTOR MADEIREIRO EM EVIDÊNCIA
Um dos maiores destaques do ano foi o setor madeireiro. Produtos como madeira MDF e madeira em forma, que cresceram 45,1% e 22,2%, respectivamente, tiveram aumento expressivo nas vendas externas, totalizando US$ 90,6 milhões e US$ 129,4 milhões. Além disso, o crescimento de 9,4% nas exportações de madeira serrada, alcançando US$ 340,6 milhões, e o aumento de 12,9% nas vendas de obras de carpintaria para construções, somando US$ 331,4 milhões, também chamaram a atenção.
A combinação de alta demanda e qualidade dos produtos posicionou a indústria madeireira catarinense como um verdadeiro pilar das exportações. E as boas notícias não pararam por aí: as exportações de madeira compensada, por exemplo, aumentaram 18,9%, somando US$ 253,5 milhões.
MAQUINAS E EQUIPAMENTOS: UM CRESCIMENTO CONTÍNUO
Além dos motores elétricos, outros itens do setor de máquinas e equipamentos se destacaram. As exportações de compressores de ar subiram 6,2%, alcançando US$ 201,1 milhões, enquanto os transformadores elétricos cresceram 5,8%, totalizando US$ 174,4 milhões.
QUEDAS E DESAFIOS ENFRENTADOS
No entanto, nem tudo foi de vento em popa. A soja, que por muitos anos foi um dos carros-chefe das exportações catarinenses, sofreu uma queda de 22,4%, somando US$ 633,1 milhões. Apesar disso, a soja ainda ocupa a quarta posição no ranking dos produtos mais exportados do estado.
Outro item relevante nas exportações, partes de motores, apresentou uma redução de 10,5%, com vendas de US$ 495,4 milhões. No geral, o declínio nas exportações foi liderado pela gelatina, que sofreu uma diminuição de 40,5%, seguida pela queda nas exportações de soja e tabaco não manufaturado, com recuos de 15,9%.
O IMPACTO DAS IMPORTAÇÕES: UM CRESCIMENTO DE 17,36%
Em contrapartida, as importações de Santa Catarina apresentaram um crescimento de 17,36%, totalizando US$ 33,8 bilhões em 2024. Entre os principais produtos importados, destaca-se o cobre refinado, com US$ 1,4 bilhão e um aumento de 32,7%, seguido por partes e acessórios para veículos, que cresceram 29,2%, totalizando US$ 854,7 milhões. Os pneus de borracha também figuraram entre os itens mais adquiridos, com um aumento de 13,1%, atingindo US$ 814,4 milhões.
DESTINOS DAS EXPORTAÇÕES: OS ESTADOS UNIDOS E A CHINA SEGUIEM COMO PRINCIPAIS PARCEIROS
Os Estados Unidos continuam sendo o principal destino das exportações catarinenses, com US$ 1,7 bilhão em 2024, um aumento de 3,3% em relação ao ano anterior. A China, embora em segundo lugar, viu suas importações caírem 24,4%, para US$ 1,3 bilhão, refletindo a diminuição nas vendas de soja.
O México, por outro lado, superou a Argentina e se posicionou como o terceiro maior destino das exportações de SC, com US$ 781,8 milhões em 2024, um incremento de 13% frente ao ano anterior. Já as vendas para a Argentina caíram 8%, somando US$ 750,2 milhões.
UM OLHAR PARA O FUTURO
Embora o cenário de 2024 tenha sido desafiador em alguns aspectos, o crescimento contínuo de segmentos estratégicos e a diversificação das exportações posicionam Santa Catarina como um dos principais polos exportadores do Brasil. O que será que o futuro reserva para a indústria catarinense? As perspectivas são promissoras, especialmente se o estado continuar investindo na inovação e na agregação de valor aos seus produtos.
Você acredita que o setor madeireiro seguirá sua trajetória de crescimento em 2025? E as exportações de carne suína e motores elétricos, manterão sua força?
Com informações de Imprensa FIESC
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