Os catarinenses podem esperar um outono e início de inverno com padrões climáticos atípicos. De acordo com o Fórum Climático Catarinense, os próximos três meses serão marcados por chuvas irregulares e temperaturas acima da média. A previsão para abril, maio e junho aponta estiagens prolongadas no Grande Oeste e volumes elevados de chuva em outras regiões, enquanto o calor seguirá intenso, com ondas de frio curtas, favorecendo eventos climáticos extremos.
Conteúdos
EFEITOS DO EL NIÑO E DO LA NIÑA NO CLIMA CATARINENSE
A influência do El Niño está em declínio, com a temperatura do Oceano Pacífico oscilando entre -0,5°C e +0,3°C. Com isso, sua interferência direta no clima catarinense diminui, mas o tempo segue instável. Por outro lado, o La Niña, que normalmente traz períodos mais secos, não deve se manifestar de imediato, mantendo a previsão de variações climáticas repentinas.
CHUVAS ABAIXO DA MÉDIA NO OESTE E CALOR INTENSO EM TODAS AS REGIÕES
As chuvas serão desiguais no estado. Em abril, a previsão é de precipitações abaixo da média no Oeste, enquanto outras regiões podem registrar volumes dentro ou acima da normalidade. Em maio e junho, a tendência é de chuvas dentro dos padrões históricos, mas com estiagens prolongadas no Grande Oeste.
As temperaturas, por sua vez, ficarão acima da média para o outono e início do inverno. Apesar da previsão de alguns dias de frio intenso, essas ondas serão breves. Geadas podem ocorrer nas áreas mais elevadas entre maio e junho, mas sem grande frequência.
RISCOS CLIMÁTICOS E HISTÓRICO DE DESASTRES EM SANTA CATARINA
De acordo com o Plano Estadual de Proteção e Defesa Civil, os maiores desastres naturais em Santa Catarina ocorrem entre setembro e março, quando as chuvas são mais intensas. Com a chegada do outono, o risco de enxurradas e deslizamentos tende a reduzir, mas eventos como alagamentos ainda são motivo de preocupação, principalmente nos meses de maio e junho, quando algumas regiões registram altos volumes de chuva.
IMPACTOS NO LITORAL E NO OESTE
As mudanças climáticas previstas para o outono impactarão diferentes partes do estado de maneira variada. No Litoral, a redução das chuvas pode afetar setores como o turismo e a pesca. Além disso, ciclones extratropicais no Atlântico podem gerar ressacas e ondas intensas, interferindo na segurança marítima.
No Oeste, a seca segue como um desafio constante. O volume médio esperado para abril varia entre 130 mm e 170 mm, enquanto para maio e junho a estimativa é de 150 mm a 200 mm. Esse cenário pode comprometer a agricultura e o abastecimento de água em algumas cidades, exigindo medidas preventivas por parte das autoridades e da população.
MONITORAMENTO CONTÍNUO E ORIENTAÇÃO DA DEFESA CIVIL
Diante desse cenário, é essencial que os catarinenses acompanhem as previsões meteorológicas e sigam as recomendações da Defesa Civil. A combinação de estiagens prolongadas, calor excessivo e mudanças abruptas no tempo pode gerar impactos significativos em diversas regiões.
Manter-se informado e preparado é a melhor estratégia para enfrentar os desafios climáticos dos próximos meses, minimizando riscos e garantindo a segurança de todos.
Fonte: Agência de Notícias SECOM SC
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