Santa Catarina avança na proteção do litoral com a criação do banco de obras costeiras

Imagine um litoral mais protegido, planejado e resiliente. Esse é o cenário que Santa Catarina começa a desenhar com a criação do Banco de Obras Costeiras, uma iniciativa inovadora que promete transformar a gestão ambiental do estado. O ponto de partida? Uma reunião estratégica liderada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde (SEMAE) nesta terça-feira, 15 de abril, em Florianópolis.

O encontro, que acontece às 14h no auditório da própria SEMAE, marca o início de um novo capítulo na governança do território costeiro catarinense. A proposta nasce como resposta direta às discussões levantadas no I Seminário de Ações Estruturais e Não Estruturais no Litoral Catarinense, realizado em julho de 2024, também sob coordenação da Secretaria.

UM BANCO DE DADOS PARA PROTEGER UM TESOURO NATURAL

Santa Catarina abriga 41 municípios em sua zona costeira, uma faixa privilegiada por sua beleza e biodiversidade, mas também altamente vulnerável a ameaças como erosão, ocupações irregulares e eventos climáticos extremos. Diante disso, o novo banco de dados surge como uma ferramenta essencial para planejar o futuro com mais responsabilidade, técnica e integração.

Coordenado pela SEMAE, o Banco de Obras Costeiras de Santa Catarina reunirá em um só ambiente informações hoje espalhadas entre diferentes instituições. E você deve estar se perguntando: por que isso importa? Porque decisões estratégicas sobre o litoral — desde obras de contenção até políticas urbanísticas — precisam ser baseadas em dados concretos e confiáveis.

UMA AÇÃO CONJUNTA PARA UM LITORAL MAIS SEGURO

O projeto reúne um verdadeiro time multidisciplinar. Entre os parceiros estão órgãos como a Superintendência do Patrimônio da União (SPU), Defesa Civil, Instituto do Meio Ambiente (IMA), IPHAN, IBAMA, ICMBio, FECAM, CREA-SC, além de instituições acadêmicas como UFSC e UDESC.

A proposta é clara: consolidar informações técnicas e geográficas sobre as intervenções já realizadas ou previstas nas áreas costeiras catarinenses, criando um sistema único, acessível e atualizado para consulta e apoio à tomada de decisões.

Como afirma o secretário de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde, Emerson Stein:

“A ausência de um banco de dados consolidado sobre as intervenções costeiras dificulta o planejamento de ações preventivas e sustentáveis. Nosso objetivo é transformar esse cenário e fortalecer a gestão integrada da zona costeira catarinense.”

UMA PLATAFORMA CONSTRUÍDA A MUITAS MÃOS

Durante a reunião, os representantes técnicos das instituições convidadas irão colaborar na definição de responsabilidades, validação do modelo de banco de dados e organização das etapas para sua implementação. Não se trata apenas de tecnologia, mas de um esforço coletivo para construir um legado de proteção ambiental e planejamento inteligente.

O objetivo da SEMAE é ambicioso — e necessário: colocar a plataforma em operação já em 2025, oferecendo suporte técnico para políticas públicas mais eficazes e sustentáveis.

O FUTURO DO LITORAL ESTÁ SENDO ESCRITO AGORA

Este movimento não é apenas sobre gestão de obras. É sobre preservar o patrimônio natural catarinense, antecipar riscos e promover o desenvolvimento com equilíbrio. Um passo à frente no enfrentamento dos desafios ambientais que se intensificam a cada ano.

Quer saber mais sobre o trabalho da SEMAE e acompanhar os avanços desse projeto? Acompanhe o site oficial e fique por dentro das próximas etapas:
👉 https://www.sc.gov.br/

Foto: Eduardo Valente / GOVSC


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