Escrito por João Pertile
As notícias falsas, comumente chamadas de “fake news”, são propagadas no mundo inteiro. No Brasil, não é diferente. Observamos e reconhecemos essa desinformação nos diversos aspectos da sociedade, em especial, no cenário político do país. Artigos sobre a morte de alguém ou um post chamativo nas redes sociais fazem com que esse conteúdo seja cada vez mais tendencioso a compartilhamentos. Criminosos e golpistas também utilizam dessa artimanha para apanhar suas vítimas.

Quase 90% dos brasileiros admitem já ter acreditado em informações falsas, segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva e divulgada pela Agência Brasil. O levantamento mostra que oito em cada dez pessoas já consideraram verdadeiras notícias que, na verdade, eram fake news. Apesar disso, 62% afirmam confiar na própria capacidade de distinguir entre conteúdos verdadeiros e falsos.
As notícias falsas mais conhecidas são interligadas a figuras políticas e se desdobram com maior velocidade. “Kit gay”, “Chip na vacina”, “Fraude nas eleições” são algumas das mais conhecidas em território nacional. Internacionalmente, elas também interferem na decisão de voto dos eleitores. Em 2016, nos Estados Unidos, Donald Trump venceu as eleições com sua equipe de campanha sendo responsável por 69% das falsidades disseminadas, uma porcentagem significativa para uma decisão tão concreta.
Segundo a pesquisa DataSenado, cerca de 78% dos brasileiros — quase oito em cada dez — consideram “muito importante” o combate às notícias falsas nas redes sociais como forma de garantir uma disputa eleitoral justa entre os candidatos. Esse dado demonstra um forte apoio da opinião pública à atuação firme de juízes e desembargadores eleitorais em todo o país no cumprimento das normas estabelecidas pelo TSE.
Recentemente, inúmeros casos envolvendo informações mentirosas ganharam evidência em noticiários brasileiros. Um deles foi o caso da brasileira Bárbara Zandômenico Perito, que, alvo de uma campanha difamatória na Itália, sofreu acusações de gravidez por interesse financeiro e envolvimento com uma seita de rituais satânicos. Nunzio Bevilacqua, advogado e empresário com atuação no Brasil, afirmou à imprensa italiana que a gravidez de sua ex-namorada seria resultado de uma ação orquestrada por uma organização criminosa. Esse é apenas um exemplo de como as fake news podem se propagar rapidamente pelo mundo todo, podendo difamar o nome de algo e/ou alguém.
Em contrapartida, buscando a verdade, evidencia-se a apuração jornalística. Profissionais formados e capacitados checam as informações e levam à sociedade a verdade sobre os fatos. Seja no cenário nacional ou internacional, a procura pelo que de fato aconteceu está nas mãos dos jornalistas, nas suas variadas redes de comunicação.
O Conselho Nacional de Justiça divulga alguns canais que podem verificar se a informação é falsa ou verdadeira. Os principais canais são: Agência Aos Fatos, Boatos.Org, UOL Confere, Agência Lupa, Estadão Verifica, G1 / Fato ou Fake.
Novas fake news são geradas e compartilhadas a todo momento, em suas diferentes formas e comunidades. É preciso estar atento à desinformação no mundo tecnológico e buscar compreender a diferença entre notícias reais e tendenciosas. A checagem dos fatos é essencial para uma sociedade saudável e bem informada.
Fontes: Agência Brasil/Senado Federal/Conselho Nacional de Justiça/UDESC
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