Você já parou para pensar como anda o mercado para engenheiros e profissionais das áreas tecnológicas no Brasil? Se a sua impressão é de crescimento e otimismo, ela está certa. O Mini-Censo 2024, conduzido pela Quaest Pesquisa e Consultoria a pedido do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), revelou números que confirmam esse bom momento: 92% dos profissionais estão empregados e, desses, 67% se dizem satisfeitos com o mercado atual — percentuais que superam em muito a média nacional de outras categorias.
Com uma amostra robusta de 48 mil entrevistas em todas as regiões do país, a pesquisa apresenta um retrato abrangente do setor e lança luz sobre temas cruciais como diversidade, valorização profissional e desafios institucionais.
Conteúdos
- SANTA CATARINA: UM DOS MELHORES LUGARES PARA SER ENGENHEIRO NO BRASIL
- MERCADO AQUECIDO E ENGENHARIA NA PRÁTICA: A FORMAÇÃO COMO PASSAPORTE PARA A EMPREGABILIDADE
- MULHERES NA ENGENHARIA: UMA REVOLUÇÃO QUE ESTÁ APENAS COMEÇANDO
- UMA TRANSFORMAÇÃO GERACIONAL E DEMOGRÁFICA
- UM OLHAR PARA O FUTURO: DESAFIOS E OPORTUNIDADES
SANTA CATARINA: UM DOS MELHORES LUGARES PARA SER ENGENHEIRO NO BRASIL
Se há um estado que merece destaque no mapa da engenharia nacional, esse estado é Santa Catarina. Por lá, a temperatura do mercado está em constante ebulição. Além da presença consolidada de polos industriais e inovação tecnológica, 70% dos engenheiros catarinenses estão satisfeitos com seus empregos — uma taxa que só fica atrás de Mato Grosso (76%), liderando o ranking nacional de satisfação.
“Os dados mostram o papel estratégico da engenharia, agronomia e geociências para a sociedade e o quanto nossos profissionais estão comprometidos com um futuro mais sustentável e inovador”, afirma Kita Xavier, presidente do CREA-SC. Segundo ele, o estudo serve de bússola para orientar ações mais assertivas dos conselhos regionais e impulsionar investimentos em formação técnica.
Mas não se engane: apesar dos bons ventos, os desafios ainda existem. Especialmente no que diz respeito ao fortalecimento dos conselhos profissionais, à fiscalização do exercício legal da profissão e à luta pela valorização salarial — temas que permanecem na pauta de engenheiros em todo o país.
MERCADO AQUECIDO E ENGENHARIA NA PRÁTICA: A FORMAÇÃO COMO PASSAPORTE PARA A EMPREGABILIDADE
Um dado que chama a atenção é a aderência entre formação e atuação: 78% dos profissionais exercem atividades diretamente relacionadas à sua área de graduação. Esse número revela não apenas a efetividade dos cursos de engenharia no Brasil, mas também um mercado sedento por conhecimento técnico especializado.
Entre as áreas com maior taxa de empregabilidade estão:
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Engenharia Civil – líder absoluta em ocupação;
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Engenharia Elétrica – destaque em infraestrutura e energia;
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Agronomia – essencial no Brasil agroexportador.
Outro indicador que reforça o bom momento do setor é a renda: 68% dos entrevistados possuem renda familiar superior a cinco salários mínimos, contrastando com a realidade de muitas outras profissões no país.
MULHERES NA ENGENHARIA: UMA REVOLUÇÃO QUE ESTÁ APENAS COMEÇANDO
Engenharia ainda é território masculino? Não mais. Apesar de os homens ainda representarem 80% dos profissionais registrados no Confea, a presença feminina vem crescendo de forma consistente. E quem olha para a nova geração, percebe: entre os profissionais com menos de 30 anos, as mulheres já representam um terço — um avanço que quebra paradigmas e constrói pontes para um futuro mais inclusivo.
E sabe qual é a melhor parte? Essa mudança vem acompanhada de engajamento, inovação e protagonismo.
“A diversidade fortalece a engenharia. Quando garantimos espaço para que mulheres contribuam com sua competência técnica e visão sistêmica, promovemos avanços significativos para a sociedade”, afirma Roberta Maas dos Anjos, presidente do Sindicato dos Engenheiros de Santa Catarina (Senge-SC).
Ela celebra ainda a criação do Senge-SC Mulher, um núcleo dedicado a acolher, integrar e empoderar as engenheiras do estado por meio de mentorias, workshops, eventos e fóruns de discussão. “Não se trata apenas de equidade, mas de ampliar perspectivas para enfrentar os desafios da profissão com mais inteligência e sensibilidade”, destaca.
UMA TRANSFORMAÇÃO GERACIONAL E DEMOGRÁFICA
O levantamento também ilustra uma mudança de perfil no setor. A idade média dos profissionais homens é de 43 anos, enquanto entre as mulheres é de 38 anos. Além disso, 36% das engenheiras se registraram nos últimos cinco anos, frente a 24% dos homens — um sinal claro de que o futuro da engenharia será muito mais feminino do que o passado.
É um movimento que já começa nas universidades, onde o aumento da presença feminina nos cursos de engenharia sinaliza um novo capítulo para a profissão. Um capítulo que fala de inovação, sensibilidade, diversidade e progresso.
UM OLHAR PARA O FUTURO: DESAFIOS E OPORTUNIDADES
Apesar dos indicadores positivos, o setor ainda precisa vencer obstáculos para consolidar essa fase de crescimento. Um dos pontos críticos é o fortalecimento das estruturas de representação, como os conselhos regionais, para que possam atuar com mais rigor na fiscalização profissional, defesa do exercício ético da profissão e garantia do piso salarial — aspectos fundamentais para manter o prestígio e a integridade da engenharia brasileira.
O estudo do Confea é mais do que uma fotografia estatística: é um chamado para ação, planejamento e investimento. Seja você estudante, profissional atuante ou gestor público, a mensagem é clara: a engenharia é e continuará sendo um dos pilares do desenvolvimento nacional.
Quer ver os dados completos? Então acesse o relatório completo no site oficial do Confea:
👉 Mini-Censo 2024 – Pesquisa Quaest / Confea
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