Vereadora Ingrid Sateré Mawé protocola projeto “Namoro Sem Violência” em Florianópolis para combater abusos em relações afetivas entre jovens

No Dia dos Namorados, 12 de junho, a vereadora Ingrid Sateré Mawé (PSOL) protocolou o projeto de lei que institui, no calendário oficial de Florianópolis, a campanha “Namoro Sem Violência”. A proposta tem como objetivo prevenir e conscientizar adolescentes sobre a violência em relacionamentos afetivos, promovendo o debate dentro das escolas da rede pública e privada da cidade.

Segundo a vereadora, a campanha busca enfrentar um problema que, embora silencioso, afeta milhares de jovens todos os anos: o abuso em relações de namoro. “A gente romantiza muito o amor desde cedo, mas fala pouco sobre os limites do respeito, do afeto e do cuidado. Violência também acontece nos namoros, principalmente entre adolescentes — e precisamos falar disso antes que vire tragédia”, explica Ingrid.

Um problema real e urgente

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que 1 em cada 4 meninas no mundo sofre violência física e/ou sexual de um parceiro íntimo antes dos 20 anos. Isso representa cerca de 19 milhões de meninas, muitas das quais não reconhecem que estão em relações abusivas.

A proposta da vereadora é inspirada em legislações semelhantes já implementadas com sucesso em outros municípios e estados, como no Rio de Janeiro, onde o projeto virou lei e tem contribuído para despertar a consciência crítica de jovens sobre relações afetivas saudáveis.

O que propõe o projeto

Durante a semana da campanha “Namoro Sem Violência”, as unidades de ensino do município (públicas e privadas) deverão realizar ações educativas com foco na prevenção da violência nos relacionamentos. Dentre as atividades previstas, estão:

Divulgação da campanha nas redes sociais das instituições;

Realização de rodas de conversa, dinâmicas em grupo e palestras para identificar sinais de violência (patrimonial, física, psicológica, moral, sexual e digital);

Discussões sobre igualdade de gênero, respeito mútuo e os direitos e deveres em relações afetivas;

Aplicação de questionários de comportamento, como o FRIDA – Formulário Nacional de Risco e Proteção à Vida, usado por órgãos do sistema de justiça para avaliar riscos de violência;

Atividades interativas como dramatizações, concursos de redação, oficinas e produção de manifestos.

Construindo afetos com consciência

O projeto também autoriza o Poder Executivo a divulgar a campanha em seus canais oficiais, promovendo o engajamento coletivo e a ampliação da pauta junto à comunidade escolar, famílias e redes de apoio.

“A violência começa de forma sutil — com controle, ciúmes, chantagens. Se a gente não falar sobre isso, o silêncio vira conivência. Nosso projeto é uma política do cuidado, que aposta na informação, na escuta e no diálogo como ferramentas de transformação”, afirma a vereadora.

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