Reforçando o compromisso da Assembleia Legislativa de Santa Catarina com a memória e valorização de personalidades essenciais para a história, foi aberta nesta terça-feira (1º) a exposição “De quantas formas Antonieta é lembrada?”.
Mostra marca os 124 anos de nascimento de Antonieta
Proposta pelo deputado Marquito (Psol), a mostra celebra os 124 anos de nascimento de Antonieta de Barros (1901-1952). A abertura, realizada no hall do Palácio Barriga Verde, contou com a presença de lideranças, integrantes de movimentos sociais e comunidade em geral.
Obras, documentos e homenagens em exibição
Na exposição são apresentados documentos pessoais, obras de arte de importantes nomes como Zumblick e Carlos Humberto Corrêa, além de uma vasta gama de produções culturais, acadêmicas e populares que perpetuam sua memória.
O visitante também pode ver homenagens recebidas por Antonieta, como as medalhas com seu nome e publicações que detalham sua biografia e impacto.
O legado da parlamentar é evidenciado em sua atuação em movimentos sociais, como a Associação de Mulheres Negras Antonieta de Barros (AMAB), além de sua influência em documentários, sambas, nomes de ruas, escolas e prêmios.
Frase símbolo da trajetória de Antonieta
“Não basta existir. É preciso encher a vida do colorido do bem.”
Antonieta de Barros: pioneirismo e história
Antonieta de Barros foi a primeira mulher negra a assumir uma cadeira de deputada no Brasil. Professora, jornalista e escritora, nasceu apenas 13 anos após a abolição da escravatura e construiu uma história que atravessa gerações no cenário político e cultural do país.
Depoimento do deputado Marquito
“O nosso mandato sempre teve como objetivo enaltecer a presença de Antonieta de Barros. Essa grande mulher, essa grande expressão como educadora, política, professora, como uma defensora também da classe trabalhadora desse país”, afirmou o deputado Marquito.
“Estamos comemorando 124 anos. E essa homenagem traz obras de arte, pertences pessoais, materiais que representam quem foi a Antonieta de Barros e quem ela é. A ideia é que essa memória permaneça sempre viva pela importância que ela tem na história brasileira e do Parlamento Catarinense.”
Visitação aberta ao público
A exposição é coordenada pela Gerência Cultural da Assembleia Legislativa e tem a curadoria de Jeruse Romão. As visitas permanecem abertas ao público até o dia 17 de julho, das 7h às 19h.
Fonte: Agência AL
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