O jogo virou. E, desta vez, quem saiu fortalecido foi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A nova rodada da pesquisa Genial/Quaest, divulgada em julho de 2025, revela uma alta significativa na aprovação do governo — e o motivo principal não está apenas nas políticas internas, mas sim em um embate direto com uma das figuras mais polêmicas da política global: Donald Trump.
Sim, o ex-presidente dos Estados Unidos, que recentemente anunciou tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, acabou se tornando um “adversário conveniente” para Lula. E a resposta do governo brasileiro — com medidas de retaliação — foi bem recebida pela maioria dos brasileiros.
Mas o que isso tudo tem a ver com a popularidade do presidente? Quais outros fatores estão influenciando o humor da população? E, afinal, o Brasil está mesmo melhorando?
Vamos aos números e às histórias que eles contam.
Conteúdos
- CONFRONTO INTERNACIONAL COM TRUMP FOI BEM VISTO PELA POPULAÇÃO
- APROVAÇÃO CRESCE E DESAPROVAÇÃO CAI
- BRASILEIROS SENTEM MELHORA NA ECONOMIA
- LUZ, ÁGUA, COMBUSTÍVEIS E ALIMENTOS: O PESO DO BOLSO
- BRASILEIROS QUEREM UNIÃO ENTRE GOVERNO E OPOSIÇÃO
- IMAGEM DO CONGRESSO CONTINUA NEGATIVA
- TRIBUTAÇÃO DOS SUPER-RICOS TEM APOIO POPULAR
- CONCLUSÃO: LULA GANHA FÔLEGO, MAS O DESAFIO É PERMANENTE
CONFRONTO INTERNACIONAL COM TRUMP FOI BEM VISTO PELA POPULAÇÃO
Segundo o levantamento, 72% dos brasileiros acreditam que Donald Trump errou ao impor novas tarifas comerciais ao Brasil. E mais: 53% concordam com a reação de Lula, que adotou uma postura firme e recíproca diante da medida americana.
Esse tipo de embate, que poderia gerar instabilidade, acabou projetando uma imagem de firmeza e soberania do Brasil no cenário internacional — e muitos brasileiros gostaram do que viram. Em especial, entre os eleitores com ensino superior completo e renda média a alta, a aprovação do governo teve uma recuperação visível.
APROVAÇÃO CRESCE E DESAPROVAÇÃO CAI
A aprovação pessoal de Lula subiu para 54%, ante 50% na rodada anterior. A avaliação positiva do governo também subiu para 42%, enquanto a negativa caiu de 30% para 26%.
Se você achou que a política externa não tinha peso na percepção popular, talvez seja hora de rever essa ideia. Afinal, quando a dignidade nacional entra em jogo, o povo reage.
BRASILEIROS SENTEM MELHORA NA ECONOMIA
O termômetro da economia — que sempre baliza a popularidade de qualquer governo — também começou a dar sinais mais positivos.
📉 A percepção de que a economia piorou caiu de 56% para 46%.
📈 Já o número de brasileiros que acreditam que a economia melhorou subiu para 26%, o maior patamar do ano.
E a percepção não está restrita ao campo abstrato: há melhora também na avaliação do poder de compra e nas expectativas para os próximos 12 meses. Cada vez mais brasileiros acreditam que a situação econômica vai melhorar, o que ajuda a reforçar o otimismo.
LUZ, ÁGUA, COMBUSTÍVEIS E ALIMENTOS: O PESO DO BOLSO
O documento da Quaest também revela o impacto direto dos preços no dia a dia do cidadão. O que mais pesa?
-
92% afirmam que o preço dos alimentos continua alto
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88% dizem que o valor da conta de luz subiu
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86% reclamam do preço dos combustíveis
Apesar disso, a percepção de melhora no poder de compra é crescente em determinados segmentos sociais — especialmente entre os mais jovens e entre aqueles que moram nas regiões Nordeste e Sudeste.
BRASILEIROS QUEREM UNIÃO ENTRE GOVERNO E OPOSIÇÃO
Em um país tão polarizado, um dado chama a atenção: 84% dos entrevistados defendem que o governo e a oposição devem se unir para proteger o Brasil diante de ameaças externas, como a de Trump.
O desejo de cooperação supera as divisões ideológicas — um sinal claro de que a população quer soluções reais, e não apenas embates políticos internos.
IMAGEM DO CONGRESSO CONTINUA NEGATIVA
Enquanto Lula sobe, o Congresso Nacional segue patinando. A avaliação negativa da atuação dos parlamentares bate 50%, enquanto apenas 13% a consideram positiva.
Essa diferença ajuda a explicar por que parte do eleitorado passa a enxergar com bons olhos a atuação mais ativa do governo federal, inclusive em embates institucionais.
TRIBUTAÇÃO DOS SUPER-RICOS TEM APOIO POPULAR
Outro dado relevante: 70% dos entrevistados apoiam a ideia de “justiça tributária”, em que os mais ricos paguem mais impostos — inclusive os que vivem em coberturas de luxo nas grandes cidades.
Esse apoio é majoritário em todas as regiões, especialmente no Nordeste e entre os eleitores com menor escolaridade e renda. A pauta se tornou uma das mais simbólicas da agenda de Lula e parece ter eco na população.
CONCLUSÃO: LULA GANHA FÔLEGO, MAS O DESAFIO É PERMANENTE
A pesquisa Genial/Quaest mostra um cenário mais favorável para Lula — mas também deixa claro que a base de apoio do presidente ainda é sensível a variações no custo de vida e na confiança econômica.
O embate com Trump deu um gás inesperado ao governo, e a resposta firme foi percebida como um gesto de liderança. Mas será que essa boa fase vai durar?
A resposta está na economia, no diálogo com o Congresso e, principalmente, na capacidade de entregar melhorias concretas para a população.
Por ora, o recado das ruas é claro: o Brasil quer respeito — aqui e lá fora.
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