Uma área de 246.040 m² que inclui parte do famoso Morro da Pedra Branca, cartão postal e ponto turístico importante da Grande Florianópolis, foi colocada à venda por R$ 5,5 milhões. O anúncio, feito em 26 de julho, despertou polêmica nas redes sociais, gerando debates sobre a propriedade e o futuro do local. Mas afinal, o que está realmente à venda e quais são as regras que envolvem essa negociação?
Conteúdos
ÁREA PRIVADA, MAS COM VALOR AMBIENTAL E TURÍSTICO
Segundo levantamento feito pelo Portal ND Mais, a região anunciada está registrada como propriedade privada e possui matrícula individualizada junto ao cartório de Palhoça, conforme esclareceu o corretor responsável pela oferta, Vanderlei Meurer. Ele ressaltou que o terreno, que abriga o cume do Morro da Pedra Branca, ponto que delimita São José e Palhoça, tem cerca de 120 milhões de anos e altitude aproximada de 500 metros, e que a venda não possui irregularidades legais.
Embora o terreno não tenha averbação de Área de Preservação Permanente (APP), o secretário adjunto da Secretaria de Urbanismo e Serviços Públicos (Susp) de São José, Michael Rosanelli, afirmou que a área está classificada como APP, restringindo edificações e parcelamentos e indicando que sua função principal seria para compensação ambiental e uso para ecoturismo, trilhas e contemplação da natureza. Essa classificação limita o que o futuro comprador poderá fazer no local, preservando seu caráter ambiental.
PROJETO DE ECOPARQUE E VALOR DE VENDA
Segundo o corretor, o atual proprietário, um senhor na casa dos 70 anos, herdou o terreno e planejava transformar a área em um ecoparque, um espaço para contato com a natureza com o mínimo de intervenção humana. No entanto, devido à idade avançada, ele optou por vender. O valor pedido pelo imóvel foi definido pelo próprio dono, sem avaliação formal, mas que se mostrou condizente com o desejo do vendedor.
OPINIÕES DAS PREFEITURAS E POLÊMICA SOCIAL
A prefeitura de Palhoça, informou que o pico do morro não pertence ao município, e não há registro da propriedade naquela área. Já a administração de São José confirmou que a área está em nome privado, mas ressaltou que qualquer negociação estaria condicionada à ausência de ações municipais que destinem o espaço para uso público, como a criação de parques.
A venda do terreno gerou repercussão negativa na internet, com muitos internautas classificando a oferta como uma “vergonha” e uma “palhaçada”, evidenciando a sensibilidade do tema para moradores e turistas que veem no Morro da Pedra Branca um símbolo natural da região.
O QUE VOCÊ PRECISA SABER?
Você já se perguntou como funcionam os processos para venda de áreas com valor ambiental e turístico? A situação do Morro da Pedra Branca mostra que, apesar de ser uma propriedade privada com documentação regular, existem limitações legais que garantem a preservação ambiental e o uso sustentável. Além disso, a pressão social e o interesse público podem influenciar diretamente o futuro do local.
Quem adquirir essa área terá que respeitar as restrições legais vigentes, o que impede grandes construções e prioriza o turismo sustentável e a conservação ambiental, conforme explicou o secretário adjunto da Susp. Afinal, preservar esses espaços é garantir que as futuras gerações também possam desfrutar das belezas naturais que caracterizam a Grande Florianópolis.
Para quem se interessa pelo anúncio, é importante acompanhar as próximas movimentações e possíveis parcerias que o corretor informou estar em negociação. O futuro do Morro da Pedra Branca pode estar próximo de um novo capítulo — e você, o que acha dessa venda?
Fontes: Terras Prósperas Negócios Imobiliários/ND Mais
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