A deputada Camila Jara (PT-MS), acusada de agredir o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) no dia 6 de agosto, não está entre os parlamentares que terão denúncias analisadas pela Corregedoria da Câmara. A suposta agressão teria ocorrido no momento em que a Casa retomava os trabalhos após protestos da oposição nos dias 5 e 6 de agosto.
Segundo a Mesa Diretora, a inclusão de Jara na lista ainda é possível, caso a análise de fotos e vídeos confirme a ocorrência. A verificação ficará a cargo do corregedor da Câmara, deputado Diego Coronel (PSD-BA).
A conclusão das análises está prevista para quarta-feira (13), quando também poderão ser acrescentadas novas denúncias e nomes à lista de medidas disciplinares. Se confirmadas, as acusações serão encaminhadas ao Conselho de Ética para abertura de processo.
POSICIONAMENTO DA DEPUTADA
A assessoria de Camila Jara nega qualquer agressão e afirma que, no “empurra-empurra” durante a sessão, Nikolas Ferreira pode ter se “desequilibrado”, provocando a queda.
Na noite de sábado, Jara recebeu apoio público da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que publicou em suas redes sociais:
“Ao contrário do que foi primeiramente noticiado, a Mesa Diretora da Câmara não pediu o afastamento por seis meses de apenas seis deputados, mas sim, de 14. E a deputada Camila Jara (PT), acusada, com evidências frágeis, de ter derrubado Nikolas Ferreira quando ele estava colocado logo atrás da cadeira de Hugo Motta, não foi alvo do pedido.”
O caso poderá ter novos desdobramentos após a divulgação oficial do parecer do corregedor nesta quarta-feira (13).
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