domingo, 6 setembro , 2026
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Agosto Lilás inspira Joinville a combater todas as formas de violência contra a mulher

por Francine Canto Boico
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Agosto Lilás inspira Joinville a combater todas as formas de violência contra a mulher

Joinville deu início ao Agosto Lilás 2025, um mês inteiro dedicado à conscientização e ao combate à violência contra a mulher. Com o tema inspirador “A Mulher pode estar onde ela quiser – com segurança e respeito”, a campanha chega para provocar reflexões, reforçar direitos e ampliar vozes.

A abertura foi marcada pelo Evento Lilás 2025, promovido pela Prefeitura de Joinville por meio da Secretaria de Assistência Social (SAS), reunindo profissionais da rede de enfrentamento à violência contra a mulher, estudantes de diversas áreas, lideranças comunitárias e autoridades municipais. A iniciativa conta com apoio do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM) e da Rede Intersetorial de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres.

Entre momentos de debate e apresentações culturais — como a performance de professoras de balé do Na Ponta Instituto Social — o encontro reafirmou que a segurança, o respeito e a dignidade das mulheres não são favores: são direitos inegociáveis.


RESPEITO É BASE PARA UMA VIDA DIGNA

A vice-prefeita Rejane Gambin reforçou a importância da campanha, destacando que o Agosto Lilás é um marco para lembrar à sociedade que respeito é condição essencial para uma vida digna.

“Além disso, é preciso dizer que a mulher precisa estar e pode estar onde ela quiser, tanto na questão de trabalho, como na questão pessoal. A decisão é dela e precisa ser respeitada. Não podemos aceitar nenhum tipo de violência, seja física, verbal ou psicológica”, afirma.


DENÚNCIA É UM PASSO PARA A MUDANÇA

Para Palova Santos Balzer, presidente do CMDM, a visibilidade gerada por eventos como este fortalece as políticas públicas e estimula a mudança cultural.

“É preciso denunciar para deixar a mulher mais segura. Muitas vezes, a mulher nem percebe que está sendo violentada física ou moralmente com pequenas atitudes ou frases. Quanto mais a gente denunciar, menos risco de morte essas mulheres vão ter”, alerta.


REDE DE ATENDIMENTO EM JOINVILLE

Em Joinville, a prevenção e o combate à violência contra a mulher acontecem durante todo o ano, mas ganham destaque no Agosto Lilás. A secretária de Assistência Social, Fabiana Cardozo, explica que as ações incluem dados, indicadores e estratégias de empoderamento feminino.

“De forma especial, vamos abordar as consequências para a mulher e para a sua família, dados, indicadores e trabalhar o empoderamento para que ela saiba que pode estar onde quiser.”

“A mulher deve ter entendimento de que, como Assistência Social, estamos aqui para protegê-la em caso de algum tipo de violência, seja na proteção social básica, seja na proteção social especializada, quando o direito é violado e a violência acontece.”

A relação completa dos órgãos e serviços da rede de atendimento está disponível no site da Prefeitura: bit.ly/RedeAtendimentoMulher.


LUGAR DE MULHER É ONDE ELA QUISER

Como parte da programação, a Prefeitura de Joinville e o CMDM lançaram a campanha publicitária “Lugar de mulher é onde ela quiser”. As protagonistas são cinco mulheres joinvilenses que atuam em áreas ainda marcadas pela presença masculina.

Entre elas, Eraci Teresinha Back, personal trainer e proprietária de um estúdio voltado exclusivamente ao público feminino, com cerca de 80 alunas de 15 a 60 anos.

Eraci relata que muitas mulheres procuram o espaço para fugir de ambientes onde há assédio ou preconceito.

“Muitas relatam que ouvem já que não têm mais o mesmo corpo que tinham antes, que já não são a mesma coisa. Outras procuram o estúdio porque seus maridos e companheiros não aceitam que elas frequentem academias com a presença de alunos homens, e outras se sentem intimidadas com o assédio dos homens.”

A profissional acredita no poder da coletividade para fortalecer a autoestima:

“O grupo se ajuda com a amizade e busca melhorar a autoestima. Assim, as mulheres conseguem ser mais fortes e empoderadas frente aos homens e à sociedade. E esse retorno que elas me trazem é muito gratificante.”

Protagonizar a campanha é, para ela, um ato de resistência e inspiração:

“É um grande orgulho representar as mulheres, principalmente porque ao longo dos meus 58 anos, já passei por muitas agressões e muitos preconceitos. E hoje consigo entender o que as mulheres passam. O meu tempo de vida me tornou forte para ajudar a mostrar para outras mulheres que elas conseguem sair daquela situação.”


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