Pesquisa revela que 75% dos estudantes valorizam emprego estável com direitos trabalhistas

Uma nova pesquisa revelou que os jovens continuam atribuindo grande importância ao ensino formal, mesmo em um cenário cada vez mais dominado pela tecnologia e pelas redes sociais. O estudo, intitulado O Futuro do Estudo Formal, foi realizado pela plataforma Passei Direto, maior rede de estudos da América Latina, e ouviu 12.843 estudantes entre 29 de maio e 4 de junho de 2025.

Os resultados evidenciam que, embora o ambiente digital esteja presente no cotidiano acadêmico e profissional, a valorização das carreiras tradicionais e do diploma segue sendo predominante entre as novas gerações.


PERFIL DOS ENTREVISTADOS

Entre os participantes, 28% têm até 24 anos, faixa etária que representa a maior parcela da amostra. O público feminino é majoritário, correspondendo a 70% dos respondentes.

A distribuição geográfica mostra uma concentração significativa no Sudeste, que representa 32% dos entrevistados. Em seguida, estão Nordeste (26%), Sul (17%), Norte (15%) e Centro-Oeste (10%).

Esse recorte demográfico ajuda a compreender como diferentes contextos regionais se refletem nas escolhas de carreira, nos objetivos profissionais e na forma como os jovens percebem o futuro do trabalho.


IMPORTÂNCIA DO DIPLOMA PARA OS JOVENS

O levantamento aponta que 71% dos estudantes acreditam que a educação formal continua sendo um elemento central para alcançar crescimento na carreira. Apenas 21% relativizam essa importância, relacionando-a mais diretamente ao setor de atuação.

“Gostamos de acompanhar de perto o perfil dos estudantes, e é interessante notar que, mesmo vivendo em um mundo digital, eles continuam enxergando o diploma como um passaporte essencial para o sucesso profissional. O fato de que 71% ainda confiam na formação tradicional mostra que o ensino formal segue forte, e caminha ao lado das novas tecnologias, não em oposição a elas”, afirma Ricardo Guia, diretor-geral do Passei Direto.

Além disso, 76% dos entrevistados afirmaram nunca ter interrompido os estudos, reforçando a percepção de que a formação acadêmica ainda é um investimento visto como indispensável para o futuro.


CARREIRA IDEAL SEGUNDO OS ESTUDANTES

Questionados sobre qual seria o trabalho dos sonhos, 31% dos estudantes apontaram o serviço público como a principal meta profissional. O dado revela a busca por estabilidade, benefícios e segurança em um cenário econômico de constantes mudanças.

Logo atrás, 26% manifestaram o desejo de abrir o próprio negócio, indicando que o espírito empreendedor já está consolidado entre os jovens brasileiros.

Em contrapartida, 20% afirmaram ainda não ter clareza sobre qual caminho profissional seguir, o que reflete um momento de descoberta e definição de trajetórias.

“A escolha pelo serviço público como carreira ideal reflete o desejo por estabilidade em um cenário econômico instável. Os concursos ainda representam, para muitos, um caminho seguro e com perspectiva de crescimento”, analisa Ricardo Guia.


PROFISSÕES MAIS DESEJADAS

Entre as profissões citadas de maneira espontânea, a docência aparece em primeiro lugar, com 23% das menções. A escolha reforça o prestígio associado a carreiras que unem estabilidade e impacto social.

Cursos e áreas tradicionais como engenharia, medicina, psicologia e direito também se destacaram, confirmando que o interesse por formações clássicas ainda se mantém vivo.

Embora modalidades como emprego com carteira assinada (11%), trabalho autônomo (7%) e carreira como criador de conteúdo (5%) tenham menor relevância, esses caminhos ainda refletem tendências do mercado de trabalho contemporâneo.


A ESTABILIDADE COMO PRIORIDADE

Um dos pontos centrais revelados pela pesquisa é o valor atribuído à segurança financeira. Cerca de 75% dos estudantes consideram o emprego estável, com salário fixo, benefícios e direitos trabalhistas, um dos fatores mais importantes para o futuro.

O dado é especialmente relevante entre os que desejam ingressar no serviço público, segmento em que 24% dos respondentes associam estabilidade a um plano de vida de longo prazo.

Mesmo entre os que sonham em empreender, 11% destacaram que a segurança de um fluxo constante de renda seria determinante em suas escolhas.


PAPEL DAS REDES SOCIAIS NA VIDA PROFISSIONAL

A influência das redes sociais no desenvolvimento profissional foi outro destaque do levantamento. Embora apenas 7% tenham declarado o desejo de seguir carreira como influenciador, 72% reconhecem o valor estratégico da presença digital.

Essa percepção mostra que os jovens enxergam as redes como ferramentas capazes de abrir oportunidades de emprego, atrair clientes, ampliar negócios ou fortalecer a marca pessoal.

Além disso, 77% afirmaram acompanhar influenciadores, principalmente em áreas relacionadas à educação, ao trabalho e à carreira. O dado sugere que as plataformas digitais, mais do que espaços de entretenimento, se consolidam como meios de aprendizado e inspiração.

“Os influenciadores digitais já fazem parte do ecossistema educacional. Estudantes seguem criadores que falam de estudo, desenvolvimento pessoal e mercado, o que mostra como o digital pode e deve ser um aliado do ensino formal”, destacou Guia.


EDUCAÇÃO FORMAL E DIGITAL CAMINHANDO JUNTAS

O conjunto de dados reforça a ideia de que a educação formal e o ambiente digital não competem entre si, mas se complementam. O diploma segue sendo visto como a base necessária para o crescimento profissional, enquanto as redes sociais são percebidas como ferramentas adicionais para potencializar oportunidades.

Essa integração sugere que o futuro da educação e do trabalho para os jovens deve estar ancorado em um equilíbrio entre a solidez das instituições de ensino e a versatilidade do mundo digital.

O estudo completo pode ser acessado neste link.


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