O Salão do Turismo 2025 abriu espaço para os artesãos de todo o Brasil, mostrando que o turismo não se limita apenas aos destinos e roteiros, mas também às mãos que preservam e reinventam tradições. No estande do Sebrae, quiosques de artesanato expõem uma verdadeira diversidade cultural, reunindo cores, histórias e técnicas que conectam cada peça ao território de origem e à vida daqueles que as produzem.
Conteúdos
- ARTESANATO COMO EXPRESSÃO CULTURAL E TURÍSTICA
- MÃOS QUE CONECTAM NATUREZA E ARTE NO ACRE
- BORDADOS QUE CELEBRAM A TRADIÇÃO EM MACEIÓ
- DIVERSIDADE DE MATO GROSSO DO SUL NO ESTANDE
- FIBRAS NATURAIS E SUSTENTABILIDADE NO VALE DO RIBEIRA
- MADEIRA REAPROVEITADA E CRIATIVIDADE NO PARANÁ
- MEMÓRIA COLETIVA E SUSTENTABILIDADE NO AMAPÁ
- ARTESANATO COMO ATRATIVO TURÍSTICO
- IMPACTO ECONÔMICO E SOCIAL
- EXPERIÊNCIAS PRÁTICAS E TROCA DE CONHECIMENTOS
- VALORIZAÇÃO DO TRABALHO MANUAL
- O PAPEL DO SEBRAE NO FORTALECIMENTO DO ARTESANATO
ARTESANATO COMO EXPRESSÃO CULTURAL E TURÍSTICA
O artesanato brasileiro vai muito além de objetos decorativos. Ele é um reflexo da cultura local, uma ponte entre o passado e o presente, e um elemento que agrega valor aos destinos turísticos. Cada quiosque no Salão do Turismo 2025 foi planejado para que visitantes percebessem a história por trás das peças, as técnicas tradicionais e os processos criativos, criando uma experiência sensorial e educativa.
Segundo Gisele Oliveira, analista técnica do Sebrae, a integração entre turismo e artesanato fortalece ambos os setores. “O artesanato é parte do destino turístico, da vida local. Ao integrar os espaços no Salão do Turismo, mostramos que turismo e artesanato são um casamento perfeito. O visitante conhece a rota e, ao mesmo tempo, leva para casa uma parte daquela história. E os artesãos também trocam entre si, fortalecendo suas criações e descobrindo novas possibilidades”.
O resultado dessa união é visível. No primeiro dia do evento, as vendas dos quiosques alcançaram cerca de R$ 50 mil, envolvendo aproximadamente 50 artesãos de 23 estados. Mais do que números, a valorização do trabalho manual e a visibilidade proporcionada pelo Sebrae foram celebradas por todos os participantes.
MÃOS QUE CONECTAM NATUREZA E ARTE NO ACRE
No Acre, Cláudia Barroso, representante da SanClau, segue uma tradição familiar de quase uma década, reinventando técnicas com sementes como jarina, açaí e paxiubão. Sua produção inclui gamelas, colares e braceletes, todos confeccionados a partir de madeira reaproveitada e elementos naturais recolhidos do chão.
“O Sebrae trouxe cursos, capacitações e, principalmente, visibilidade. Nosso trabalho cresceu muito com esse apoio”, afirma Cláudia, que junto com o marido, filhos e neto, construiu uma rede de produção artesanal em que o ofício é fonte de renda e expressão afetiva.
A SanClau demonstra como o artesanato pode ser sustentável e, ao mesmo tempo, um veículo de preservação ambiental, reutilizando recursos naturais de forma criativa e consciente.
BORDADOS QUE CELEBRAM A TRADIÇÃO EM MACEIÓ
De Maceió, Raquel Lima representa o Instituto Imbordal, coletivo composto por mais de 20 mulheres dedicadas à preservação do bordado filé. Esta técnica, feita em teares com fios de algodão, é aplicada em peças de mesa, vestuário e objetos decorativos, exibindo o traço delicado da renda alagoana.
“O Sebrae está conosco desde o início. É reconhecimento, é apoio. Essa parceria nos valorizou e deu mais força ao nosso trabalho”, diz Raquel, que destaca a importância da troca com o público e as oportunidades de venda no Salão do Turismo.
O bordado filé é um exemplo de como os artesãos mantêm viva a memória cultural e, ao mesmo tempo, transformam suas tradições em produtos comercialmente viáveis.
DIVERSIDADE DE MATO GROSSO DO SUL NO ESTANDE
A Casa do Artesão, de Mato Grosso do Sul, apresentou peças que refletem a pluralidade cultural do estado, incluindo cerâmica, cabaça, biscuit e esculturas indígenas inspiradas na fauna e flora locais. Eliane Torres, representante do grupo, destacou a relevância da parceria com o Sebrae, que há mais de 15 anos oferece capacitação e abre portas para feiras e eventos.
“É uma parceria que abre portas para todos os artesãos”, ressalta Eliane, enfatizando que o apoio institucional potencializa o alcance e a visibilidade das criações artesanais.
FIBRAS NATURAIS E SUSTENTABILIDADE NO VALE DO RIBEIRA
No Vale do Ribeira, em São Paulo, a Associação Banarte transforma a fibra da bananeira em bolsas, acessórios e objetos de decoração. Segundo Leia Alves, a produção artesanal começa no tronco da planta e segue até o produto final, com tingimentos naturais extraídos de flores e frutas.
“Há 25 anos trabalhamos com o Sebrae, que nos ajudou a estruturar, aperfeiçoar e divulgar nosso trabalho. Hoje, além da lojinha física, recebemos turistas em vivências e fortalecemos nossa presença digital”, explica Leia.
A Banarte demonstra como o artesanato pode se alinhar à economia criativa, ao turismo sustentável e à valorização de técnicas que respeitam o meio ambiente.
MADEIRA REAPROVEITADA E CRIATIVIDADE NO PARANÁ
Leandro Estefanizzi, do Paraná, apresenta a Ciskos Arte em Madeira, onde trabalha com madeira reaproveitada, como embuia e cedro arana, criando peões, bilboquês, esculturas de araucária, peças religiosas e cerâmicas. Ele ressalta a relevância do Sebrae no aprendizado de técnicas de embalagem e estratégias de venda, essenciais para o fortalecimento do seu negócio artesanal.
“Com o Sebrae, aprendi desde técnicas de embalagem até estratégias de venda. Essa parceria fez toda a diferença”, afirma o artesão, que valoriza a possibilidade de mostrar sua produção em um evento de grande visibilidade.
MEMÓRIA COLETIVA E SUSTENTABILIDADE NO AMAPÁ
Do Amapá, Rosângela Tapuia, do Quilombo de Artes Tapuia, apresenta peças que combinam sustentabilidade e memória coletiva. Entre elas, luminárias marabaixeiras inspiradas na dança tradicional do marabaixo, confeccionadas com fibras de arumã e resíduos do açaí.
“O Sebrae não chega para mudar o que já fazemos, mas para potencializar nosso trabalho e dar visibilidade. Nosso artesanato conta histórias verdadeiras da comunidade”, afirma Rosângela, evidenciando como o apoio institucional contribui para a preservação cultural e ambiental.
ARTESANATO COMO ATRATIVO TURÍSTICO
O Salão do Turismo 2025 reforça a conexão entre artesanato e turismo, mostrando que as peças manuais são parte integrante da experiência do visitante. Cada quiosque representa um território, com histórias, tradições e identidades locais. Os artesãos que participam do evento não apenas comercializam produtos, mas também compartilham conhecimentos, fortalecem redes de colaboração e promovem o intercâmbio cultural.
Gisele Oliveira observa que a visibilidade proporcionada pelo Sebrae fortalece a presença dos artesãos no mercado: “O visitante conhece a rota e, ao mesmo tempo, leva para casa uma parte daquela história. E os artesãos também trocam entre si, fortalecendo suas criações e descobrindo novas possibilidades”.
IMPACTO ECONÔMICO E SOCIAL
Além de promover a cultura e a identidade regional, o artesanato contribui significativamente para a economia local. As vendas no Salão do Turismo 2025 já demonstram o potencial do setor: aproximadamente R$ 50 mil em transações no primeiro dia, envolvendo 50 artesãos de 23 estados. Esses números representam não apenas faturamento, mas também o reconhecimento da relevância social e cultural do trabalho manual.
O artesanato é uma atividade econômica que gera renda, sustenta famílias e reforça a identidade cultural de comunidades, sendo um elemento estratégico para políticas públicas e programas de incentivo, como os desenvolvidos pelo Sebrae.
EXPERIÊNCIAS PRÁTICAS E TROCA DE CONHECIMENTOS
O evento também promove intercâmbio entre artesãos e visitantes, criando oportunidades para workshops, demonstrações e vivências. A interação permite que os turistas compreendam as técnicas e histórias por trás das peças, transformando a experiência em aprendizado e engajamento cultural.
Para os artesãos, essas experiências representam troca de conhecimento, networking e inspiração para novas criações. O Sebrae atua como facilitador, oferecendo capacitação, orientação e suporte estratégico para a expansão do negócio artesanal.
VALORIZAÇÃO DO TRABALHO MANUAL
A presença dos artesãos no Salão do Turismo reforça a importância do trabalho manual como patrimônio cultural e ativo turístico. Cada peça é uma narrativa visual e tátil, que conecta passado, presente e futuro, e cria vínculos afetivos com o território de origem.
Segundo Gisele Oliveira, “o artesanato é parte do destino turístico, da vida local. Ao integrar os espaços no Salão do Turismo, mostramos que turismo e artesanato são um casamento perfeito”.
O PAPEL DO SEBRAE NO FORTALECIMENTO DO ARTESANATO
O Sebrae desempenha papel central na valorização do artesanato, oferecendo cursos, capacitação, feiras e suporte estratégico para a comercialização. A instituição atua em toda a cadeia produtiva, desde o desenvolvimento técnico até a promoção da presença digital e participação em eventos nacionais e internacionais.
A parceria entre Sebrae e artesãos se mostra essencial para transformar habilidades tradicionais em oportunidades de negócios, garantindo sustentabilidade financeira e preservação cultural.
Com informações da Agência Sebrae
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