Programa ELI – Ecossistema Local de Inovação cria redes colaborativas que impulsionam pequenas empresas

O programa ELI – Ecossistema Local de Inovação é a base da estratégia do Sebrae para estruturar redes colaborativas em territórios brasileiros e fortalecer negócios inovadores. A iniciativa, que agora se integra ao programa Ativa, busca articular atores, recursos e ativos locais para criar um ambiente propício ao desenvolvimento econômico e tecnológico.

EXPANSÃO DOS ECOSSISTEMAS LOCAIS DE INOVAÇÃO

Atualmente, o Brasil conta com 234 ecossistemas distribuídos pelo país, alcançando aproximadamente 100 milhões de pessoas e 12 milhões de empresas. Cada ecossistema é formado por representantes da academia, do poder público, da sociedade civil e da iniciativa privada, que juntos identificam desafios e implementam programas, ações e eventos inovadores capazes de transformar comunidades.

“A gente tem hoje cases fantásticos pelo Brasil. Histórias de pequenas cidades que se uniram e conseguiram transformar a realidade do território, por meio do aumento do PIB, do número de startups na região, dos salários pagos ou dos impostos arrecadados”, afirma Raquel Minas, analista de Inovação do Sebrae Nacional.

Exemplos emblemáticos incluem Santa Rita do Sapucaí, em Minas Gerais, reconhecida como um polo de eletrônica de referência nacional e internacional, e a comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro, que se organizou para criar um ambiente favorável ao crescimento de pequenos negócios.

ATIVA COMO ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO EM TERRITÓRIOS

O Ativa complementa o programa ELI ao atuar em municípios que ainda não possuem redes estruturadas de inovação. A iniciativa promove a sensibilização da comunidade e o engajamento de pequenos negócios, escolas, universidades e governos municipais. Cada território recebe um planejamento customizado, considerando seu potencial de inovação, independentemente do porte ou localização.

“O Ativa é a prova de que a inovação não é um privilégio das grandes cidades. Acreditamos no potencial transformador das comunidades e na capacidade de pessoas engajadas em criar um futuro melhor, por meio da inovação”, destaca Marcus Bezerra, coordenador do Núcleo de Inovação Territorial do Sebrae Nacional.

METODOLOGIA ELI E AGENTES LOCAIS DE INOVAÇÃO

Desenvolvida pelo Sebrae Paraná e pela Fundação Certi e nacionalizada em 2020, a metodologia ELI utiliza o Agente Local de Inovação (ALI) para catalisar conexões e mobilizar ações locais. Cada ALI dedica 18 meses de trabalho exclusivo ao território, elevando seu nível de maturidade em inovação.

“O Sebrae começa todo esse movimento, mas não faz isso sozinho. Há uma construção conjunta com todos que trabalham com inovação ali no território”, afirma Raquel Minas. Oficinas colaborativas ajudam a identificar setores prioritários, maturidade do ecossistema e visão de futuro, resultando em planos de ação estratégicos.

ACESSO A CAPITAL COMO VERTENTE ESTRATÉGICA

Uma das frentes da metodologia do ELI é o acesso a capital, um desafio crítico para empreendedores inovadores. Cada ecossistema aproxima empresários de investidores anjos, fundos de venture capital e editais de fomento, garantindo suporte financeiro para o crescimento de pequenos negócios.

“Cada ecossistema faz uma aproximação com a rede de investidores anjos e de venture capital, com editais de fomento, para justamente conseguir cada vez mais dar aos pequenos negócios inovadores acesso ao capital”, ressalta Raquel Minas.

SAIBA MAIS SOBRE O PROGRAMA ELI

Empresas, empreendedores e instituições interessadas podem conhecer detalhes sobre o programa ELI – Ecossistema Local de Inovação por meio desta plataforma ou nas agências do Sebrae mais próximas.


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