O avanço recente no acesso a financiamento ganhou força após a destinação de R$ 10 milhões para micro e pequenos empreendedores, resultado de uma cooperação entre o Sebrae, por meio do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), e o Estímulo, fundo de impacto que vem ampliando alternativas de crédito para negócios de menor porte em todo o país.
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PARCERIA EXPANDE CRÉDITO E ALCANCE SOCIAL
A iniciativa completou seu primeiro mês de operação registrando desembolsos para mais de 164 micro e pequenas empresas distribuídas em 20 estados. Segundo a organização, 93% do montante direcionado alcançou regiões de baixa renda e quase metade das empresas contempladas obteve crédito pela primeira vez. Também se verificou que 36% do volume liberado beneficiou mulheres empreendedoras, refletindo o compromisso com políticas de inclusão econômica. Nesse período inicial, estima-se que 2.070 postos de trabalho foram impactados.
O acordo firmado busca ampliar a capacidade de atendimento do Estímulo, unindo crédito a ações de capacitação, consultoria e orientação promovidas pelo Sebrae. A previsão é de que, no período de um ano, a operação alcance R$ 72 milhões em crédito. Desse total, estão previstos R$ 24 milhões para mulheres empreendedoras e R$ 9 milhões para empresas situadas na Amazônia Legal, com meta de atingir cerca de mil negócios, com ticket médio de R$ 85 mil, e potencial para gerar aproximadamente 8,7 mil novos empregos.
R$ 10 MILHÕES PARA MICRO E PEQUENOS EMPREENDEDORES IMPULSIONAM HISTÓRICO DO ESTÍMULO
Criado durante a pandemia da covid, o Estímulo já ultrapassou R$ 390 milhões concedidos em crédito ao longo de sua trajetória. A iniciativa contabiliza mais de 6 mil empreendedores atendidos e aproximadamente 61 mil empregos impactados, majoritariamente em regiões de baixa renda (92%), mantendo foco especial também em mulheres empreendedoras (54%). A atuação no Norte do país permanece como uma das prioridades.
As condições oferecidas pelo fundo apresentam taxas mensais entre 1,99% e 3,79%, de acordo com a análise financeira das empresas. O modelo inclui carência de até dois meses e parcelamento em até 24 vezes, com processo integralmente digital e desembolso efetuado em até cinco dias. O acesso à plataforma ocorre por meio deste link, conforme orientação oficial.
MODELO DE FINANCIAMENTO MISTO ORIENTA A TESE DO FUNDO
O Estímulo foi concebido durante a pandemia por Eduardo Mufarej, em conjunto com mais de 50 cofundadores, entre eles Abilio Diniz, Ticiana Rolim e Ana Fontes. Atualmente liderado por Lucas Conrado, diretor-executivo, o fundo opera com base na abordagem de Blended Finance, que combina doações e investimentos de impacto oriundos de diferentes fontes — públicas, privadas ou filantrópicas — para ampliar recursos destinados a iniciativas sustentáveis, especialmente em economias em desenvolvimento.
O modelo é estruturado por meio de um FIDC, no qual doadores participam com cotas subordinadas, enquanto investidores de impacto integram as cotas seniores. A dinâmica permite retorno financeiro associado a benefícios sociais e ambientais. A avaliação dos impactos é realizada com metodologia do Insper Metrics, que inclui a “Teoria da Mudança”, desenvolvida pela economista Ligia Vasconcellos, especialista em mensuração de impacto.
Com informações da Agência Sebrae

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