O Ministério do Planejamento e Orçamento informou que o salário mínimo será atualizado para R$ 1.621 a partir de janeiro de 2026, representando acréscimo de R$ 103 em relação ao valor atual de R$ 1.518. A elevação corresponde a um reajuste de 6,79%, calculado após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que registrou variação de 0,03% em outubro e acumulou 4,18% nos últimos 12 meses.
REGRAS DE CÁLCULO DO SALÁRIO MÍNIMO
A atualização anual segue a norma de valorização que combina dois fatores: a inflação acumulada pelo INPC em 12 meses, no caso 4,18%, e o desempenho da economia verificado dois anos antes. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisou recentemente os dados do Produto Interno Bruto (PIB) de 2024, que indicaram crescimento de 3,4%.
Apesar da expansão acima do inicialmente previsto, o arcabouço fiscal limita o ganho real — o aumento acima da inflação — ao intervalo de 0,6% a 2,5%. Por essa regra, o valor final encontrado foi de R$ 1.620,99, arredondado para R$ 1.621, conforme previsto em lei.
IMPACTOS DO REAJUSTE
O novo valor entrará em vigor em janeiro de 2026, com reflexos no pagamento efetuado em fevereiro. O reajuste influenciará benefícios previdenciários, programas sociais e demais obrigações indexadas ao salário mínimo, exigindo revisão nas projeções fiscais do governo para o próximo ano.
REVISÃO DAS CONTAS PÚBLICAS
Os parâmetros utilizados na definição do novo valor levarão à reavaliação das contas públicas, uma vez que o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026, aprovado pelo Congresso Nacional, previa salário mínimo de R$ 1.627 — estimativa que representava reajuste de 7,18%. A atualização dos indicadores econômicos e fiscais tornou necessária a adequação do cálculo oficial.
Com informações da Agência Brasil

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