Os vistos de imigração para os Estados Unidos passaram a enfrentar novas restrições após o governo norte-americano anunciar a suspensão do processamento desse tipo de autorização para cidadãos de 75 países. A medida, atribuída à gestão do presidente Donald Trump, teria alcance internacional e incluiria o Brasil, além de nações como Rússia, Irã, Somália, Afeganistão, Nigéria e Tailândia. Até o momento, não há indicação oficial de mudanças nos vistos voltados ao turismo.
De acordo com comunicado divulgado pelo Departamento de Estado dos EUA, a decisão busca impedir que novos imigrantes se tornem um custo para os cofres públicos norte-americanos. A suspensão, segundo o governo, permanecerá em vigor até que seja possível assegurar que os solicitantes não dependam de benefícios sociais após a entrada no país.
“O Departamento de Estado suspenderá o processamento de vistos de imigrantes de 75 países cujos migrantes recebem benefícios sociais do povo americano em taxas inaceitáveis. O congelamento permanecerá em vigor até que os EUA possam garantir que os novos imigrantes não irão extrair riqueza do povo americano”, diz comunicado oficial.
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CRITÉRIOS PARA A SUSPENSÃO DOS VISTOS DE IMIGRAÇÃO
Ainda conforme o Departamento de Estado, a política tem como objetivo evitar que potenciais imigrantes se tornem “um encargo público para os EUA ao chegarem ao país”. A avaliação considera fatores ligados à capacidade de autossustento dos solicitantes, ampliando os critérios já utilizados na análise consular.
A Fox News informou que teve acesso a um memorando interno que orienta funcionários de embaixadas e consulados a recusarem pedidos de vistos de imigração enquanto o governo norte-americano revisa seus procedimentos de triagem e verificação. O documento também indicaria que idade avançada ou condições de saúde associadas, como sobrepeso, podem pesar negativamente na decisão.
LISTA DE PAÍSES AINDA NÃO FOI DIVULGADA
A Casa Branca não publicou oficialmente a relação completa dos países afetados. Segundo a Fox News, o Brasil está incluído entre as nações atingidas pela suspensão. A informação ganhou caráter oficial após ser compartilhada pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.
Procurado, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que não comentaria o caso. A Agência Brasil também entrou em contato com a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília e aguarda resposta.
A emissora norte-americana afirma que a pausa na emissão dos vistos de imigração será por tempo indeterminado e deve entrar em vigor a partir de 21 de janeiro. Além do Brasil, a lista mencionada inclui países como Iraque, Egito, Haiti, Eritreia e Iêmen.
“A orientação instrui os funcionários consulares a negarem vistos a candidatos que provavelmente dependerão de benefícios públicos, levando em consideração uma ampla gama de fatores, incluindo saúde, idade, proficiência em inglês, situação financeira e até mesmo a possível necessidade de cuidados médicos de longo prazo”, diz a reportagem da Fox News.
CRISE EM MINNESOTA E CONTEXTO POLÍTICO DA DECISÃO
A decisão do Departamento de Estado ocorre em meio à crise envolvendo o estado de Minnesota, após a morte da cidadã norte-americana Renee Nicole Good em uma ação da polícia anti-imigração ICE. O episódio desencadeou uma onda de mais de mil protestos em diversas cidades do país contra a política migratória do governo federal.
O presidente Donald Trump tem feito críticas recorrentes a comunidades imigrantes de Minnesota, estado governado por democratas, acusando grupos estrangeiros de fraude em programas de benefícios sociais. Nesta terça-feira, o presidente voltou a atacar especificamente a comunidade somali local.
“Minnesota foi invadida por fraudadores somalis que roubam dos contribuintes americanos e se aproveitam da nossa generosidade. Instruí o Secretário do Tesouro, Scott Bessent, a SEGUIR O DINHEIRO e acabar com esse abuso de uma vez por todas, primeiro em Minnesota e depois em todo o país!”, disse Trump.
REAÇÃO DO GOVERNO ESTADUAL
O governador de Minnesota, Tim Walz, afirmou que as ações do presidente têm motivação política. Segundo ele, o estado estaria sendo alvo de retaliação por ter votado contra Trump em três eleições consecutivas. Até o momento, a Casa Branca não comentou diretamente as declarações do governador.
Com informações da Agência Brasil

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