As micro e pequenas empresas (MPEs) iniciaram 2026 com o melhor índice de confiança em um ano e avanço no acesso a crédito, segundo levantamento do Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O indicador de janeiro alcançou 91,4 pontos, alta de 2,3 pontos em relação a dezembro, revertendo a sequência de queda observada no segundo semestre de 2025.
No mesmo período, o indicador de acesso a crédito chegou a 106,4 pontos, também o maior nível em 12 meses. Os dados sinalizam retomada do fôlego entre pequenos negócios, segmento que concentra a maior parte das empresas ativas no país e tem peso relevante na geração de emprego e renda.
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CONFIANÇA DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS GANHA FORÇA NO INÍCIO DO ANO
O estudo aponta que a melhora está associada, principalmente, ao aumento da demanda prevista e à perspectiva mais favorável para os negócios nos próximos meses.
O número de pedidos junto às MPEs voltou a crescer em janeiro, após desempenho mais contido no fim de 2025. A recuperação foi disseminada entre os principais setores da economia.
O presidente do Sebrae, Décio Lima, avalia que o ambiente econômico contribuiu para a reversão do cenário. “As medidas do governo levaram o país a alcançar resultados fantásticos, como o recorde do número de novas empresas abertas e o menor patamar da taxa de desemprego desde o início da série histórica, e devolveram o otimismo ao empreendedor brasileiro. São homens e mulheres que acordam toda manhã e não desistem nunca de oferecer os melhores produtos e serviços”, afirma.
INDÚSTRIA LIDERA AVANÇO ENTRE OS SETORES
O índice de confiança da Indústria voltou a ocupar a primeira posição, com 90,4 pontos. O Comércio registrou 89,9 pontos, enquanto o setor de Serviços atingiu 88,4 pontos.
A variação mensal foi positiva nos três segmentos: Indústria (+6,6 pontos), Comércio (+6,1 pontos) e Serviços (+1,4 ponto).
Na Indústria, os principais destaques foram os segmentos de refino e produtos químicos, metalurgia e produtos de metal.
No Comércio, a melhora foi puxada, sobretudo, pelo comércio de material de construção, veículos, motos e peças e varejo do vestuário. Um dos indicadores do setor — o que mede as expectativas para os próximos meses — alcançou 97,2 pontos, o maior patamar desde fevereiro de 2020.
Já em Serviços, contribuíram para o resultado positivo as atividades voltadas às famílias, informação e comunicação, serviços profissionais e transporte.
ACESSO A CRÉDITO E REGIÕES TAMBÉM MOSTRAM RECUPERAÇÃO
O avanço não ficou restrito aos setores. Todas as regiões do país registraram crescimento no índice de confiança.
A região Sul liderou a alta, com avanço de 6,2 pontos. Em seguida aparecem Sudeste (+1,7 ponto), Nordeste (+1,5 ponto) e Norte/Centro-Oeste (+0,2 ponto).
O indicador de acesso a crédito, no maior nível em um ano, reforça a percepção de ambiente mais favorável para investimentos, capital de giro e ampliação das atividades. Com a combinação de maior demanda e melhora nas condições de financiamento, o início de 2026 marca uma inflexão no sentimento dos empreendedores, após meses de cautela no segundo semestre anterior.
Com informações da Agência Sebrae.

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