A expansão dos pequenos negócios no Brasil tem contribuído diretamente para a redução da informalidade no mercado de trabalho. Dados da PNAD Contínua mostram que, no trimestre encerrado em janeiro, a taxa de informalidade caiu para 37,5% da população ocupada — o menor nível desde julho de 2020.
O resultado representa cerca de 38,5 milhões de trabalhadores informais e indica uma tendência de queda consistente. No trimestre móvel anterior, o índice era de 37,8%, enquanto no mesmo período de 2024 chegava a 38,4%. A melhora ocorre em um cenário de aumento da formalização e crescimento da atividade empreendedora no país.
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PEQUENOS NEGÓCIOS GANHAM FORÇA NA GERAÇÃO DE EMPREGOS
O avanço dos pequenos negócios está diretamente ligado à geração de vagas com carteira assinada. Segundo levantamento do Sebrae com base no Caged, micro e pequenas empresas foram responsáveis por 64% dos empregos criados em janeiro.
Do total de 112.334 novos postos de trabalho no período, 71.732 vieram desse segmento, reforçando o protagonismo dessas empresas na dinâmica do mercado formal.
Ao mesmo tempo, o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, incluindo domésticos, chegou a 39,4 milhões. O dado indica estabilidade no trimestre, mas crescimento de 2,1% em relação ao ano anterior, com acréscimo de cerca de 800 mil pessoas.
Já o contingente de trabalhadores por conta própria atingiu 26,2 milhões. Embora tenha permanecido estável no trimestre, houve alta de 3,7% no comparativo anual, o que representa mais 927 mil pessoas atuando de forma independente.
RECORDE NA ABERTURA DE EMPRESAS REFORÇA MOVIMENTO
O crescimento dos pequenos negócios também aparece no número de novas empresas abertas. Em 2025, o Brasil registrou 5,1 milhões de novos empreendimentos, segundo dados da Receita Federal do Brasil.
O volume representa um aumento de 18,6% em relação ao ano anterior. Desse total, mais de 4,9 milhões correspondem a pequenos negócios, o equivalente a 96% das aberturas.
Entre eles, destacam-se 3,8 milhões de microempreendedores individuais (MEIs), 927 mil microempresas e 207 mil empresas de pequeno porte. Os números evidenciam a relevância desse segmento para a economia nacional, tanto na geração de renda quanto na formalização de atividades.
REDUÇÃO DA INFORMALIDADE REFLETE MUDANÇA ESTRUTURAL
A combinação entre abertura de empresas e aumento da formalização ajuda a explicar a queda da informalidade no país. O crescimento dos pequenos negócios amplia as oportunidades de trabalho formal e incentiva a regularização de atividades que antes estavam fora do sistema.
Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, o fenômeno vai além dos indicadores econômicos.
“Não são somente números, mas são homens e mulheres que estão dispostos a concretizar seu sonho de empreender e, com isso, geram emprego e renda para a nossa população. É um avanço coletivo, capitaneado pelo presidente Lula e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, de estimular a pequena economia para promover a inclusão social e desenvolvimento do país”, ressalta.
O cenário indica que os pequenos negócios seguem como peça central na transformação do mercado de trabalho brasileiro, com impacto direto na formalização, na geração de empregos e na inclusão econômica.
Com informações da Agência Sebrae

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