A evolução da vida dos astronautas ao longo de mais de 50 anos é o tema central de uma exposição interativa aberta ao público no Brasil. Com unidades em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, a Space Adventure apresenta como alimentação, higiene e rotina no espaço passaram por transformações desde a missão Apollo 8, em 1968, até os preparativos para a Artemis II.

A proposta é traduzir, de forma acessível, como os avanços tecnológicos impactaram o cotidiano fora da Terra, em um momento em que a exploração lunar volta ao centro das atenções com o retorno de missões tripuladas à órbita da Lua.
Conteúdos
EVOLUÇÃO DA VIDA DOS ASTRONAUTAS NA ALIMENTAÇÃO
Durante a missão Apollo 8, os astronautas enfrentavam limitações severas na alimentação. Os alimentos eram, em sua maioria, liofilizados ou armazenados em tubos, o que exigia cuidados extremos para evitar migalhas — que poderiam flutuar em ambiente de microgravidade e comprometer equipamentos.
Com o avanço das tecnologias, o cardápio atual ainda utiliza alimentos desidratados, mas com melhorias significativas. Há maior variedade, melhor textura e sistemas mais eficientes de reidratação e aquecimento. Itens como tortilhas substituem o pão tradicional, reduzindo riscos, enquanto o planejamento alimentar também considera o bem-estar psicológico das tripulações.
SISTEMAS DE HIGIENE PASSARAM POR TRANSFORMAÇÃO
A ausência de banheiros nas primeiras missões exigia soluções improvisadas. Para urinar, eram utilizados funis acoplados a mangueiras. Já para outras necessidades, os astronautas dependiam de sacos coletores ajustados manualmente ao corpo, em processos que exigiam precisão e treinamento.
Atualmente, a cápsula Orion, que será utilizada na Artemis II, conta com um sistema sanitário baseado em sucção a vácuo. O método direciona os resíduos de forma mais segura, higiênica e eficiente, além de oferecer maior ergonomia aos tripulantes.
SONO NO ESPAÇO SEGUE COMO DESAFIO
Dormir no espaço continua sendo uma tarefa complexa. Na era Apollo, os astronautas precisavam se prender para evitar que flutuassem pela cabine durante o descanso, muitas vezes em condições desconfortáveis e sob ruído constante.
Outro fator que impactava o sono era a ausência de um ciclo natural de dia e noite, já que o Sol pode nascer e se pôr várias vezes ao longo de um único dia em órbita. Atualmente, embora o desafio persista, há avanços importantes.
Os astronautas utilizam sacos de dormir fixados às paredes, contam com controle de iluminação para simular períodos de descanso e seguem protocolos de adaptação fisiológica. Isso torna o sono mais previsível, embora ainda distante das condições ideais encontradas na Terra.
EXPOSIÇÃO NO SUL DO BRASIL APRESENTA ITENS ORIGINAIS

A exposição reúne quase 600 itens originais da corrida espacial. Em Balneário Camboriú, o público pode conferir mais de 300 objetos utilizados em missões da NASA, incluindo alimentos levados a bordo da Apollo 8.
Já na unidade de Canela, a experiência conecta passado, presente e futuro da exploração espacial. O espaço conta com réplica da cápsula Orion, trajes utilizados em missões e modelos relacionados às próximas etapas da presença humana fora da Terra, como a estação lunar Gateway e veículos semelhantes aos usados em Marte.
A proposta é permitir que visitantes compreendam, de forma prática, como era — e como é hoje — a rotina dos astronautas.
SERVIÇO
Space Adventure Canela (RS)
Funcionamento: diariamente, das 10h às 18h (entrada até 17h)
Endereço: Avenida Ernani Kroeff Fleck, 960 – Vila Suíça
Space Adventure Balneário Camboriú (SC)
Funcionamento:
- Segunda a sexta: das 10h às 19h (entrada até 18h)
- Finais de semana: das 10h às 20h (entrada até 19h)
Endereço: Avenida das Flores, 455 – Bairro dos Estados
Mais informações e ingressos: www.spaceadventure.com.br

Grande Florianópolis alcança um dos maiores Índices de Desenvolvimento Humano do Brasil
Santa Catarina ultrapassa 10 mil multas por porte e uso de drogas em locais públicos desde 2024
Detran-SC orienta motoristas a buscar CNHs antes da destruição
Lula reage à tarifa de 25% dos EUA contra o Brasil: “Quem tinha que aumentar a taxa seríamos nós”