A 6ª fase da Operação Compliance Zero levou à prisão do empresário Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, na manhã desta quinta-feira (14). A ação foi deflagrada pela Polícia Federal em três estados e também atinge agentes da própria corporação suspeitos de participação no esquema investigado.
Segundo a PF, a investigação apura a atuação de uma organização criminosa envolvida em intimidação, coerção, acesso ilegal a informações sigilosas e invasão de dispositivos eletrônicos. A operação amplia um inquérito que já resultou em prisões, afastamentos de servidores públicos e bloqueios bilionários de bens nas etapas anteriores.
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PF CUMPRE MANDADOS EM TRÊS ESTADOS
Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e são cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Ao todo, a Polícia Federal executa sete prisões preventivas e 17 mandados de busca e apreensão.
Além das detenções, a Justiça determinou medidas de afastamento de cargos públicos e ordens de sequestro e bloqueio patrimonial dos investigados.
Em nota, a PF informou que a operação busca aprofundar as investigações sobre suspeitos de integrar uma estrutura criminosa voltada à obtenção de dados sigilosos e à prática de pressão contra alvos específicos.
CRIMES INVESTIGADOS INCLUEM LAVAGEM DE DINHEIRO E CORRUPÇÃO
De acordo com a Polícia Federal, os investigados podem responder por crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.
A nova fase da operação também coloca agentes federais entre os alvos da investigação, ampliando o alcance do caso dentro da própria estrutura policial.
Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, está preso desde o início de março. Nas fases anteriores da investigação, a PF apontou a existência de um suposto esquema fraudulento com operadores financeiros e jurídicos ligados ao banqueiro.
FASES ANTERIORES JÁ HAVIAM RESULTADO EM PRISÕES
Na 5ª fase da Operação Compliance Zero, realizada na última semana, a PF cumpriu um mandado de prisão temporária e 10 mandados de busca e apreensão. Entre os investigados está o senador Ciro Nogueira.
Já na 4ª fase, deflagrada em abril, foram presos preventivamente o ex-presidente do banco público do Distrito Federal, Paulo Henrique Costa, e o advogado Daniel Monteiro, apontado pelos investigadores como operador jurídico-financeiro do esquema.
Nas quatro primeiras etapas da operação, a Polícia Federal cumpriu 96 mandados de busca e apreensão em seis estados e no Distrito Federal.
BLOQUEIO DE BENS ULTRAPASSA R$ 27 BILHÕES
A pedido da Polícia Federal e do Ministério Público, a Justiça já determinou o bloqueio e sequestro de bens de investigados até o limite de R$ 27,7 bilhões.
As medidas incluem ainda o afastamento cautelar de ocupantes de cargos públicos supostamente ligados às irregularidades investigadas.
Com a ampliação da operação e o avanço das apurações envolvendo integrantes da própria PF, a investigação entra em uma etapa de maior pressão sobre os suspeitos e sobre possíveis conexões internas apontadas pelos investigadores.
Com informações de Agência Brasil

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