A rede de coleta de resíduos de Florianópolis ganha destaque neste período de previsão de chuvas acima da média no Sul do Brasil. A Prefeitura reforçou as orientações para o descarte correto de lixo e recicláveis, alertando moradores e comerciantes sobre a importância de respeitar os dias e horários da coleta para evitar que materiais sejam levados pela água e obstruam o sistema de drenagem.
O alerta ocorre após a confirmação do fenômeno El Niño por órgãos federais de monitoramento climático. Em períodos de chuva intensa, resíduos descartados de forma inadequada podem bloquear bocas de lobo e galerias pluviais, aumentando o risco de alagamentos e dificultando o trabalho das equipes responsáveis pela limpeza urbana.
REDE DE COLETA DE RESÍDUOS OFERECE DESTINAÇÃO PARA DIFERENTES MATERIAIS
Florianópolis mantém diferentes modalidades de coleta para atender cada tipo de resíduo. Segundo a administração municipal, a estrutura foi planejada para oferecer uma alternativa adequada ao descarte de materiais domésticos, recicláveis, resíduos verdes, vidro e itens volumosos.
“A Prefeitura estruturou uma rede completa de coleta, com uma modalidade para cada material. Não existe resíduo sem destino correto em Florianópolis. Mas a cidade só fica de fato preparada para as chuvas se a população também contribuir com atitudes mais conscientes. Cada saco de lixo colocado fora de hora prejudica esse esforço e vira fator de risco”, afirma o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Luís Felipe Kronbauer.
Entre as orientações, a principal recomendação é colocar os resíduos na calçada apenas nos dias e horários previstos para cada bairro. Em caso de temporais, a indicação é aguardar a redução ou o fim da chuva antes de realizar o descarte.
“O resíduo exposto durante o temporal é arrastado pela água, obstrui a drenagem e torna o trabalho das equipes mais difícil e mais arriscado para os garis. Manter o lixo em casa por algumas horas previne transtornos, protege a rede de drenagem e quem faz a coleta”, explica o gerente da Coleta Convencional, Darci Fortes.
COMO FUNCIONA A COLETA NA CAPITAL
A coleta convencional atende os resíduos domiciliares comuns conforme o cronograma de cada região da cidade. Já papel, plástico, metal e embalagens limpas devem ser destinados à coleta seletiva de recicláveis secos, realizada em dias específicos definidos para cada roteiro.
Os resíduos verdes, como grama, folhas, galhos, flores e troncos, contam com uma coleta semanal própria. O material deve ser colocado em frente ao imóvel apenas na data programada, utilizando sacos transparentes ou de ráfia. Após o recolhimento, esses resíduos são reaproveitados em processos de compostagem e no paisagismo de áreas públicas.
ECOPONTOS ESTÃO ESPALHADOS PELA CIDADE
A rede de Ecopontos da Prefeitura de Florianópolis possibilita o desvio do aterro sanitário de mais de 11 mil toneladas de resíduos por ano, impactando diretamente na redução de custos com a destinação destes materiais. Os equipamentos atendem mais de 14 mil usuários por mês, por toda a cidade. Em expansão, com previsão de ampliação para 13 ecopontos, a rede já abrange os bairros Itacorubi, Morro das Pedras, Canasvieiras, Capoeiras, Rio Vermelho, Ingleses, Monte Cristo, Coloninha e Costeira.
VIDRO, VOLUMOSOS E ECOPONTOS AMPLIAM AS OPÇÕES DE DESCARTE

As embalagens de vidro possuem um sistema específico de recolhimento. Nos bairros atendidos, o material pode ser entregue pela coleta seletiva flex de porta em porta ou encaminhado a um dos mais de 300 Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) de vidros distribuídos pela cidade.
Materiais que não fazem parte da coleta domiciliar, como móveis, eletrodomésticos, pneus, madeiras e pequenas quantidades de entulho ensacado, podem ser levados aos nove ecopontos existentes em Florianópolis. Para facilitar o descarte desses itens, a Prefeitura também disponibiliza um serviço gratuito de coleta mediante agendamento pelo WhatsApp (48) 3216-0202, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
DESCARTE IRREGULAR PODE AGRAVAR PROBLEMAS DURANTE AS CHUVAS
Além de contribuir para o entupimento da drenagem urbana, o descarte irregular em áreas públicas ou terrenos baldios favorece o acúmulo de água, a proliferação de vetores de doenças e pode resultar em sanções previstas na legislação ambiental.
“Cada resíduo tem um caminho próprio, pensado para dar a destinação ambientalmente correta e proteger a cidade. Quando esse caminho não é respeitado, o prejuízo é coletivo. O material volta para a rua, para o rio e para a rede de drenagem. Ainda mais, se pensarmos em Floripa como capital Lixo Zero, título que conquistamos com muita dedicação e queremos manter. Toda ação, neste caso, deve ser voltada para a gestão eficiente dos resíduos”, destaca o subsecretário de Resíduos Sólidos, Ulisses Bianchini.
Os moradores podem consultar os dias e horários das coletas, localizar ecopontos e PEVs e verificar os roteiros específicos de cada modalidade antes de realizar o descarte, garantindo que os resíduos recebam a destinação adequada durante o período de maior volume de chuvas.
