A ENGIE Brasil Energia, em parceria com o LinkLab, programa de inovação aberta da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), está com inscrições abertas para três novos desafios voltados à transformação digital. A participação é gratuita e empresas de todo o Brasil podem apresentar propostas.
As inscrições seguem até 17 de setembro e devem ser realizadas exclusivamente pela página da iniciativa. Inscrições para os desafios da ENGIE e LinkLab
As soluções escolhidas avançarão para a etapa de projetos-piloto. Nessa fase, as tecnologias serão testadas e avaliadas pela companhia, com possibilidade de serem incorporadas posteriormente aos ativos da ENGIE.
DESAFIO BUSCA INTELIGÊNCIA PARA APOIAR OPERAÇÕES
Uma das frentes abertas pela companhia está relacionada à tomada de decisões no Centro de Operação da ENGIE, em Florianópolis. A proposta é encontrar uma plataforma inteligente capaz de reunir e relacionar diferentes informações utilizadas pelos operadores.
A ferramenta deverá acompanhar continuamente as condições de funcionamento dos ativos, restrições operacionais, cenário hidrológico, eventos climáticos e outros indicadores importantes. Entre os dados considerados estão níveis de reservatórios, tendências meteorológicas e temperatura dos ativos.
Outro objetivo é diminuir o volume de tarefas manuais. Para isso, a solução poderá automatizar ou auxiliar na produção de registros operacionais, documentos de intervenção e recuperação de informações presentes em normas e procedimentos.
Um dos pontos considerados indispensáveis é a segurança. A tecnologia deverá funcionar em um ambiente autorizado pela empresa e utilizar somente fontes previamente aprovadas. Dessa forma, os operadores terão acesso apenas a normas e manuais em suas versões vigentes.
SEGUNDA PROPOSTA MIRA A ANÁLISE AUTOMÁTICA DE PROCESSOS
O segundo desafio está concentrado na identificação e no diagnóstico de fluxos de trabalho a partir dos dados gerados pelos sistemas corporativos.
A ENGIE procura uma tecnologia que consiga mapear e analisar os processos de maneira autônoma e contínua, utilizando informações objetivas em vez de depender exclusivamente de avaliações feitas com base na percepção dos profissionais.
A solução deverá analisar históricos de eventos e, a partir deles, reproduzir o comportamento efetivo dos processos dentro dos sistemas da companhia. A expectativa é identificar rapidamente caminhos críticos, gargalos, desvios e possibilidades concretas de automação.
Com isso, a iniciativa pretende transformar os dados dos sistemas corporativos em informações capazes de indicar onde estão os principais pontos de melhoria nos fluxos operacionais.
TERCEIRO DESAFIO ENVOLVE EMISSÕES DE GASES DE EFEITO ESTUFA
A terceira frente de inovação tem relação com sustentabilidade e busca automatizar a classificação e o cálculo das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) associadas a fornecedores de materiais e serviços.
Entre as necessidades está a classificação dos fornecedores com base nas informações disponíveis nas ordens de compra. A tecnologia também deverá interpretar descrições de produtos e serviços que não seguem um padrão único.
Outro requisito é relacionar automaticamente fornecedores e aquisições aos respectivos setores econômicos. A partir desse processo, a ENGIE espera obter resultados mais consistentes e confiáveis sobre as emissões.
A proposta também deve contribuir para ampliar a rastreabilidade dos dados, tornando mais seguro o acompanhamento das informações utilizadas nos cálculos de emissões de GEE.
SOLUÇÕES PODEM SER TESTADAS EM PROJETOS-PILOTO
Depois do período de inscrições, as propostas serão avaliadas dentro do programa de inovação aberta. As empresas selecionadas poderão ser contratadas para desenvolver os projetos-piloto.
A estratégia permite que as tecnologias sejam testadas em situações reais antes de uma eventual adoção definitiva. Assim, a ENGIE consegue avaliar na prática o desempenho das soluções e seu potencial de aplicação nos ativos da companhia.
Para Mario Wilson Cusatis, gerente de Gestão da Performance e Inovação da ENGIE, o avanço tecnológico do setor está diretamente relacionado ao uso estratégico de dados e inteligência artificial.
“A transformação digital do setor elétrico passa cada vez mais pela capacidade de utilizar dados, automação e inteligência artificial para tornar as operações mais eficientes, seguras e ágeis. Estamos procurando soluções inovadoras que nos ajudem a extrair ainda mais valor dos dados, aumentar a produtividade das nossas equipes e automatizar atividades que hoje demandam maior esforço manual”
INSCRIÇÕES TERMINAM EM 17 DE SETEMBRO
Empresas interessadas em participar dos três desafios podem realizar a inscrição gratuitamente até 17 de setembro. A participação é aberta a negócios de qualquer região do país.
As propostas devem ser encaminhadas pelo canal oficial da parceria entre a ENGIE Brasil Energia e o LinkLab da ACATE.