Empresa mineira acumula condenações na Justiça Eleitoral e protagonizou erro grosseiro ao incluir cidades do Maranhão em pesquisa de Santa Catarina
A divulgação de nova pesquisa eleitoral pelo Instituto Veritá, prevista para sábado (19), vem acompanhada de certa desconfiança para quem acompanha o cenário político. O instituto mineiro tem acumulado uma série de polêmicas que colocam em xeque a credibilidade e o rigor técnico de seus levantamentos, levantando dúvidas sobre a precisão dos números que serão apresentados ao eleitorado catarinense.
Em levantamento recente divulgado em Santa Catarina, e que foi impugnado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SC), o instituto incluiu dados de moradores de seis cidades pertencentes ao estado do Maranhão.
Fora do Estado, a empresa acumula condenações e teve pesquisas suspensas, impugnadas ou barradas pela Justiça Eleitoral em pelo menos 14 estados brasileiros. Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, as decisões judiciais apontam para inconsistências nos dados apresentados, questionamentos sobre o plano amostral e ausência do rigor técnico exigido pela legislação eleitoral para garantir que a pesquisa reflita a realidade, e não uma manipulação de cenário.
De acordo com o TRE-SC, a pesquisa do Instituto Veritá sobre intenções de voto em Santa Catarina foi registrado no dia 13 de setembro sob o código SC-02704/2026. Foram entrevistados 1525 pessoas e o custo do levantamento foi de R$ 117.425,00.