terça-feira, 8 setembro , 2026
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João Rodrigues propõe investir R$ 40,5 bilhões em infraestrutura de SC até 2030

por Adriana Dias
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Plano do candidato ao Governo de Santa Catarina prevê direcionar 15% da Receita Corrente Líquida para investimentos e limitar o crescimento de despesas de custeio

O candidato ao Governo de Santa Catarina João Rodrigues (PSD) apresentou uma proposta para ampliar os investimentos públicos em infraestrutura e logística no Estado. O plano estabelece a meta de aplicar R$ 40,5 bilhões entre 2027 e 2030 em diferentes áreas, com prioridade para obras consideradas estratégicas para a economia catarinense.

A estratégia apresentada pelo ex-prefeito de Chapecó prevê destinar 15% da Receita Corrente Líquida (RCL) de Santa Catarina aos investimentos públicos. Segundo Rodrigues, esse percentual permitiria alcançar o montante projetado ao longo dos quatro anos de uma eventual gestão.

A proposta busca utilizar a capacidade de investimento do Estado como instrumento para enfrentar gargalos de infraestrutura e, ao mesmo tempo, estimular a atividade econômica, a geração de negócios e a criação de empregos.

PLANO PREVÊ INVESTIMENTOS EM RODOVIAS, PORTOS E HABITAÇÃO

Entre as áreas contempladas estão a infraestrutura rodoviária e portuária, habitação, prevenção de eventos climáticos e turismo.

“Estamos falando em aumentar a capacidade portuária, duplicação de rodovias estaduais, construção, ampliação e reforma de barragens, instalação de sistema antigranizo nas cidades, construção de 60 mil habitações, implantação de novos equipamentos turísticos”, sinalizou o ex-prefeito de Chapecó.

A proposta, portanto, não concentra os recursos em uma única frente. A intenção apresentada pela candidatura é distribuir os investimentos entre projetos capazes de melhorar a logística catarinense e ampliar a infraestrutura disponível em diferentes regiões do Estado.

JOÃO RODRIGUES PROPÕE TETO PARA DESPESAS DE CUSTEIO

Para financiar o aumento dos investimentos sem elevar impostos, o plano econômico prevê mudanças na gestão das despesas estaduais.

Uma das medidas propostas é estabelecer um teto para o crescimento das despesas de custeio, que ficariam limitadas à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

A estratégia também prevê manter as despesas com a folha de pagamento do Poder Executivo abaixo de 40% da Receita Corrente Líquida, dentro dos parâmetros estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Com isso, a candidatura pretende evitar que o crescimento da arrecadação seja absorvido na mesma proporção pelas despesas correntes, reservando uma parcela maior dos recursos estaduais para investimentos.

CRESCIMENTO DA RECEITA SERIA DIRECIONADO PARA OBRAS

Pelo modelo apresentado, despesas não vinculadas teriam seu crescimento limitado, enquanto Saúde e Educação ficariam fora dessa restrição. A diferença obtida com o aumento da arrecadação seria direcionada para novos investimentos.

“Ao congelar o crescimento das despesas não vinculadas (exceto Saúde e Educação), o excedente gerado pelo crescimento da arrecadação e do PIB será direcionado aos investimentos públicos”, explicou Rodrigues.

A proposta coloca a política fiscal no centro da estratégia para ampliar a capacidade de investimento de Santa Catarina. Na prática, o objetivo anunciado é criar espaço no orçamento estadual para financiar obras sem recorrer a um aumento da carga tributária.

META É INVESTIR 15% DA RECEITA CORRENTE LÍQUIDA

O ponto central do plano é alcançar investimentos equivalentes a 15% da Receita Corrente Líquida do Estado. De acordo com os cálculos apresentados pela candidatura, a aplicação desse percentual resultaria em R$ 40,5 bilhões entre 2027 e 2030.

Caso seja implementada, a estratégia dependerá tanto do comportamento da arrecadação estadual quanto da capacidade do governo de controlar o avanço das despesas correntes ao longo do período.

A proposta integra o plano econômico apresentado por João Rodrigues na disputa pelo Governo de Santa Catarina nas eleições 2026, colocando infraestrutura, logística e controle de gastos entre os principais eixos defendidos pelo candidato.

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