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Festa do Colono da Sociedade Rio da Prata é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial de Joinville

A Festa do Colono da Sociedade Rio da Prata passa a integrar oficialmente o patrimônio cultural de Joinville. O reconhecimento como Patrimônio Cultural Imaterial do município será entregue neste domingo (20), antes do tradicional desfile comemorativo realizado em Pirabeiraba, durante a 62ª edição do evento.

A medida reforça a importância histórica de uma celebração que, há mais de seis décadas, reúne agricultores, moradores e visitantes em torno das tradições rurais da região. Com o título, a festa passa a fazer parte do Livro de Registro das Celebrações de Joinville, garantindo proteção oficial a práticas culturais preservadas desde 1963.

FATO REFORÇA A IMPORTÂNCIA DA FESTA DO COLONO DA SOCIEDADE RIO DA PRATA PARA A CULTURA LOCAL

O reconhecimento oficial valoriza manifestações culturais, saberes e costumes que marcaram diferentes gerações da comunidade de Pirabeiraba. A iniciativa amplia a preservação de uma das celebrações mais tradicionais de Joinville e fortalece sua presença na história do município.

Segundo o secretário de Cultura e Turismo, Guilherme Gassenferth, o reconhecimento vai além da preservação de espaços físicos.

“O reconhecimento transforma a Festa do Colono em um bem cultural oficialmente protegido pelo município. Isso significa reconhecer que preservar a cultura não é apenas cuidar de edificações ou objetos, mas também das celebrações, dos saberes, das tradições e das pessoas que mantêm viva a história de Joinville. É uma forma de garantir que esse legado continue sendo transmitido às próximas gerações, fortalecendo nossa identidade cultural”, destaca.

Para a presidente da Sociedade Rio da Prata, Karin Larsen, a conquista representa um marco para toda a comunidade envolvida na organização da festa ao longo de sua história.

“O primeiro sentimento foi de muita alegria e gratidão. É emocionante ver uma história construída ao longo de mais de 60 anos receber um reconhecimento tão importante”, conta.

CELEBRAÇÃO MANTÉM TRADIÇÕES PRESERVADAS DESDE 1963

A Festa do Colono teve início em 1963, quando a Sociedade Rio da Prata promoveu uma confraternização para homenagear os agricultores no Dia do Colono. O encontro, inicialmente marcado por um churrasco entre moradores da área rural, se transformou em uma tradição anual que atravessou gerações.

Ao longo das décadas, a festa acompanhou a própria trajetória da Sociedade Rio da Prata, uma das entidades comunitárias que conseguiram manter vivas manifestações culturais de origem germânica mesmo durante períodos de restrições a essas tradições.

Hoje, o evento reúne elementos que preservam a identidade cultural da região, combinando gastronomia, manifestações folclóricas e atividades que fazem referência ao cotidiano das famílias do campo.

PROGRAMAÇÃO REÚNE GASTRONOMIA, DESFILE E TRADIÇÕES RURAIS

A programação da 62ª edição ocorre entre os dias 18 e 20 de julho e reúne atrações tradicionais da festa. Entre elas estão a Maratona da Banana, o desfile comemorativo pela SC-418, o Concurso da Realeza, bailes e apresentações culturais.

Na gastronomia, receitas tradicionais continuam sendo um dos principais atrativos. Pratos como a Schwarzsauer, conhecida como sopa preta, o marreco recheado com repolho roxo, além de cucas, embutidos e produtos coloniais, mantêm viva a herança deixada pelos imigrantes alemães na região.

Fora do salão principal, tratores, carroças, caminhões e cavalos participam do desfile alegórico, enquanto a Maratona da Banana homenageia um dos cultivos mais tradicionais de Pirabeiraba.

RECONHECIMENTO FORTALECE A PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA DA COMUNIDADE

Para a presidente da Sociedade Rio da Prata, o título representa o reconhecimento coletivo do trabalho realizado por diferentes gerações para manter viva a tradição.

“Mais do que um reconhecimento à Festa do Colono, esta é uma conquista de toda a comunidade que ajudou a construir essa história e nunca deixou suas raízes se perderem. O título valoriza o trabalho de tantas pessoas que dedicaram seu tempo para manter viva essa tradição e fortalece o compromisso da Sociedade Rio da Prata em preservá-la para as próximas gerações”, afirma a presidente da Sociedade Rio da Prata, Karin Larsen.

A partir da inclusão no Livro de Registro das Celebrações de Joinville, a Festa do Colono da Sociedade Rio da Prata passa a contar com reconhecimento oficial como patrimônio cultural imaterial, consolidando sua relevância para a preservação da memória, da cultura e das tradições rurais do município.