O sistema de bicicletas compartilhadas em Florianópolis ampliou o número de usuários ativos durante o primeiro semestre de 2026, segundo dados da Prefeitura divulgados pela Secretaria Executiva de Operações de Mobilidade. O avanço reforça a presença da bicicleta como alternativa para deslocamentos urbanos de curtas e médias distâncias na Capital.
O crescimento ocorre em um momento em que a cidade busca ampliar o uso de meios de transporte sustentáveis. Os indicadores mostram que as bicicletas mantiveram procura ao longo dos primeiros seis meses do ano, enquanto os patinetes elétricos apresentaram o comportamento esperado, com maior demanda durante a temporada de verão.
POR QUE AS BICICLETAS COMPARTILHADAS GANHAM ESPAÇO EM FLORIANÓPOLIS?
Os números apontam uma expansão consistente do sistema ao longo do semestre. Em maio, foram registrados 9.269 usuários ativos, quase três vezes mais que os 3.270 contabilizados em abril. Já o volume mensal de viagens variou entre 19.872 e 26.777, com o maior resultado registrado em junho.
A média de deslocamento também evidencia o perfil de uso do serviço. Cada viagem de bicicleta percorreu, em média, 8,77 quilômetros, indicando que o modal é utilizado não apenas para trajetos curtos, mas também para percursos urbanos de média distância.
POR QUE A MICROMOBILIDADE MUDA A FORMA DE CIRCULAR PELA CIDADE?
Segundo a Secretaria Executiva de Operações de Mobilidade, a expansão da micromobilidade depende da adaptação às características da cidade e da mudança de hábitos da população.
“Entendendo que a micromobilidade precisa estar atenta às características da cidade e às condições climáticas, a utilização desses equipamentos se dá através de uma mudança de cultura de quem vive Florianópolis. Um percurso que de carro você demoraria em média 30 minutos, entre o deslocamento, a chegada ao destino e o estacionamento, de bicicleta ou patinete você ganharia tempo”, destaca o secretário de Operações de Mobilidade, Moacir da Silva.
O município tem incentivado o uso desses equipamentos em diferentes regiões da cidade, seja para deslocamentos cotidianos, passeios em áreas como a Ponte Hercílio Luz e a Beira-Mar, ou para atividades simples, como ir ao supermercado.
POR QUE OS PATINETES APRESENTAM COMPORTAMENTO DIFERENTE?
Os dados mostram que os patinetes elétricos seguem um padrão fortemente influenciado pelo turismo. Fevereiro concentrou o maior número de usuários cadastrados, com 51.119 pessoas, período de maior movimento de visitantes na cidade. Em junho, já fora da alta temporada, esse total caiu para pouco mais de 8 mil usuários.
O volume de viagens acompanhou a mesma tendência, passando de 351.784 em janeiro para 60.198 em junho.
“Os patinetes têm uma característica muito forte, concentrando o uso nos meses de verão, quando a cidade recebe milhões de turistas. Já as bicicletas mantêm uma procura mais constante ao longo do ano, o que mostra a consolidação desse modal no dia a dia de quem mora em Florianópolis”, explica.
POR QUE A DISTÂNCIA DAS VIAGENS REVELA DIFERENTES PERFIS DE USO?
O levantamento também identificou diferenças no tipo de deslocamento realizado com cada modal. Os patinetes elétricos registraram distância média de 1,76 quilômetro por viagem, sendo utilizados principalmente em percursos curtos. Assim como as bicicletas compartilhadas, operam com velocidade máxima de 20 km/h, conforme a legislação vigente e as diretrizes municipais.
Já as bicicletas apresentaram média de 8,77 quilômetros por trajeto, consolidando-se como alternativa para deslocamentos urbanos mais longos dentro da cidade.
“Além da praticidade, a micromobilidade estimula o deslocamento sustentável, reduz a dependência do automóvel e amplia as opções de locomoção na cidade”, afirma Moacir.
Com a manutenção do crescimento das bicicletas compartilhadas e o comportamento sazonal dos patinetes, a expectativa é que a micromobilidade continue ganhando espaço como complemento ao sistema de transporte urbano de Florianópolis, especialmente entre moradores que buscam alternativas para os deslocamentos diários.
