O ecossistema brasileiro de inovação ganhou uma nova ferramenta para aproximar empresas de tecnologia avançada de investidores, parceiros e potenciais oportunidades de negócio. Durante o Startup Summit 2026, o Sebrae anunciou a criação da Vitrine de Deep Techs, plataforma que reúne 412 startups brasileiras desenvolvedoras de soluções baseadas em ciência e tecnologias de alta complexidade.
O lançamento foi apresentado por Alessandro Machado, chefe de gabinete da Diretoria Técnica do Sebrae Nacional (DITEC), na quinta-feira (27). A iniciativa amplia o trabalho já realizado pela Vitrine de Startups, que atualmente reúne mais de 15 mil empresas.
A nova plataforma foi estruturada a partir de uma seleção de empresas que passaram por programas de aceleração promovidos pelo Sebrae. O objetivo é dar maior projeção a negócios que transformam conhecimento científico em produtos e serviços capazes de enfrentar problemas complexos.
NOVA VITRINE REÚNE EMPRESAS DE TECNOLOGIA AVANÇADA
As chamadas deep techs atuam em segmentos nos quais pesquisa científica e inovação tecnológica têm papel central no desenvolvimento dos negócios. Entre os campos de atuação estão inteligência artificial, biotecnologia, saúde, energia e novos materiais.
A proposta do Sebrae é facilitar o contato dessas empresas com diferentes agentes do mercado. Além de aumentar a visibilidade das startups, a ferramenta pretende estimular conexões com investidores, instituições e parceiros interessados em soluções de alta complexidade.
Para Alessandro Machado, a aproximação entre universidades, pesquisa e empreendedorismo tem sido fundamental para transformar conhecimento científico em negócios.
“Hoje, o Sebrae tem a maior base de startups do Brasil, são 27 mil cadastradas. Por meio do programa CatalisaICT, com a aproximação entre o Sebrae e a universidade, conseguimos transformar pesquisa em negócios que fazem sentido para a sociedade. E isso pode ser encontrado na Vitrine Deep Tech”, destacou.
SAÚDE É UM DOS FOCOS DAS DISCUSSÕES
A presença das deep techs também esteve relacionada a debates sobre o potencial científico e econômico da biodiversidade brasileira. Na quinta-feira (27), um dos painéis do Startup Summit discutiu como recursos naturais dos biomas nacionais podem contribuir para o desenvolvimento de produtos voltados à saúde.
O encontro, intitulado “Biodiversidade em prol da saúde: o potencial dos fitoterápicos e insumos farmacêuticos ativos (IFAs) dos biomas brasileiros”, tratou das possibilidades de transformar conhecimento, pesquisa e biodiversidade em inovação para o setor farmacêutico.
A conversa teve mediação de Paulo Renato, gerente de Inovação do Sebrae Nacional, e reforçou a importância das tecnologias baseadas em ciência para a criação de soluções de maior valor agregado.
STARTUP SUMMIT AMPLIA CONEXÕES INTERNACIONAIS
A programação também colocou a internacionalização das startups no centro das discussões. Na sexta-feira (28), o painel Global Connection reuniu representantes de instituições brasileiras e estrangeiras com a proposta de estimular novas parcerias.
Mais de 30 comitivas internacionais participam do Startup Summit 2026, ampliando as possibilidades de conexão entre o ecossistema brasileiro e mercados de outros países.
Na abertura do painel, Vinicius Lages, gerente da Assessoria Internacional do Sebrae, destacou o interesse estrangeiro pelas empresas brasileiras de inovação. Segundo ele, o movimento mostra que o ecossistema nacional já alcançou um nível de maturidade capaz de atrair atenção internacional.
“Muitos países estão aqui interessados em trazer suas startups, ou levar as nossas para lá, então essa internacionalização que vínhamos buscando tanto mostra-se consolidada. E o Sebrae já é referência nesse campo, com todos os seus projetos, atuando com parceiros, olhando para os biomas específicos por meio do programa Inova”, disse Lages.
COMO ACESSAR A VITRINE DE DEEP TECHS
A nova Vitrine de Deep Techs pode ser consultada por startups, investidores, empresas e demais integrantes do ecossistema de inovação interessados em conhecer os negócios selecionados.
O Sebrae também mantém um mapeamento específico para identificar empresas brasileiras que atuam no segmento de deep tech.
A iniciativa reforça a estratégia de ampliar a conexão entre ciência, empreendedorismo e mercado, especialmente em setores nos quais o desenvolvimento tecnológico pode gerar soluções para desafios de grande complexidade.
Com informações de Portal SEBRAE