terça-feira, 8 setembro , 2026
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Lula defende soberania brasileira em pronunciamento de 7 de setembro

por Adriana Dias
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Em pronunciamento pelo Dia da Independência, presidente afirmou que decisões comerciais e políticas cabem ao país e destacou recursos naturais estratégicos, desenvolvimento e protagonismo internacional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou o pronunciamento pelo 7 de Setembro para colocar a soberania nacional no centro do debate. Em mensagem transmitida em rede nacional de rádio e televisão no sábado (6), na véspera do Dia da Independência, ele afirmou que o Brasil deve conduzir suas próprias decisões políticas, econômicas e comerciais sem interferência de outros países.

Ao tratar das relações internacionais brasileiras, Lula defendeu autonomia tanto para definir parceiros comerciais quanto para administrar recursos considerados estratégicos para o desenvolvimento nacional.

“Não somos colônia e não seremos colônia de ninguém”, declarou o presidente.

A posição foi reforçada ao abordar diretamente as relações comerciais do país.

“Nenhum governante estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar e para quem podemos vender. Somos um país soberano e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém”.

Confira o vídeo com o Pronunciamento à Nação: 7 de Setembro disponível no Canal de Lula no Youtube:

RECURSOS NATURAIS ENTRAM NO DEBATE SOBRE SOBERANIA

Parte do pronunciamento foi dedicada às riquezas naturais brasileiras e à forma como esses recursos podem ser utilizados para impulsionar o desenvolvimento econômico e tecnológico.

Lula citou as reservas brasileiras de terras raras, a disponibilidade de água doce e novas jazidas de petróleo como ativos estratégicos do país.

“Nossas riquezas devem servir ao futuro do povo brasileiro”, afirmou.

O presidente também mencionou a aprovação, pelo Congresso Nacional, do marco legal de recursos estratégicos. Segundo Lula, a iniciativa busca ampliar o aproveitamento de minerais críticos e terras raras para estimular setores de tecnologia avançada e gerar empregos qualificados no Brasil.

LULA RELACIONA INDEPENDÊNCIA À GARANTIA DE DIREITOS

O significado da soberania apresentado no pronunciamento não ficou restrito às relações entre países. Lula associou a independência nacional à capacidade de oferecer condições para que a população tenha autonomia econômica, acesso a serviços públicos e oportunidades.

Ao recordar o processo histórico brasileiro, o presidente mencionou as lutas contra a tirania, a escravidão e a injustiça social e defendeu que a independência também precisa ser percebida na vida cotidiana.

“Um país soberano é aquele capaz de criar as oportunidades que o seu povo precisa para conquistar a própria independência: a independência financeira; a independência de poder estudar e pensar livremente, escolher a melhor profissão e o melhor emprego; ter mais tempo para si mesmo e para a sua família; a independência de contar, como previsto na Constituição Federal, com saúde pública de qualidade e a melhor educação gratuita para seus filhos; e de viver em um país livre da fome, da pobreza e de todas as formas de desigualdade, com direitos para todos, em vez de privilégios para poucos”.

BRASIL BUSCA REFORÇAR PROTAGONISMO INTERNACIONAL

Na parte final da mensagem, Lula ampliou o discurso para a atuação brasileira no cenário global. O presidente citou a defesa do livre comércio e da paz, além da participação do país nas discussões internacionais relacionadas ao meio ambiente e às mudanças climáticas.

A transição energética também apareceu entre os temas usados pelo presidente para destacar áreas nas quais o Brasil busca ampliar sua influência internacional.

“Somos exemplo na defesa do meio ambiente. Nossa riqueza cultural encanta o mundo. Somos referência mundial em transição energética e no enfrentamento da emergência climática que ameaça o futuro da humanidade”, destacou Lula.

O pronunciamento, realizado no contexto das comemorações da Independência, apresentou a soberania como um conceito que envolve diferentes dimensões: desde a autonomia nas relações comerciais e diplomáticas até o controle sobre recursos naturais e a capacidade do Estado de garantir direitos e oportunidades à população.

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