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Com suplências indefinidas, aliança oficializa João Rodrigues ao governo, Chiodini como vice, e Amin e Lunelli na disputa ao Senado

João Rodrigues e Carlos Chiodini são os candidatos da aliança entre PSD e MDB para as eleições de 2026. A confirmação oficial aconteceu durante as convenções das duas legendas, que foram realizadas simultaneamente na manhã deste sábado, 1, na Alesc. O evento cimentou também a candidatura de Antídio Lunelli (MDB) e Esperidião Amin (PP) ao Senado no projeto do ex-prefeito de Chapecó, e contou com a presença do candidato à presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, e do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab.

Foi uma manhã que serviu para confirmar o que todos já esperavam. Afinal, assim como as outras chapas catarinenses, o projeto de João Rodrigues já chegou à convenção bem definido. A única dúvida que ainda resta é a confirmação das suplência de cada uma das vagas ao Senado: apenas o deputado estadual Volnei Weber (MDB) foi confirmado, ocupando a primeira suplência de Antídio. As demais serão fechadas até o prazo final estipulado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para inscrição das chapas, no dia 5. 

A tônica do evento foi dada por João Rodrigues em seu discurso no Plenário da Alesc. O ex-prefeito de Chapecó enalteceu a aliança construída entre MDB, PSD e a Federação União Progressista — projeto que, segundo ele, é carregado de força política e experiência. “Essa não é uma aliança de partidos, é uma aliança de pessoas que ajudaram a construir este Estado, e querem continuar a fazer isso”, afirmou. 

JR MDB Foto de Mateus Spiess Conecta SC
Ao lado de Carlos Chiodini e Antídio Lunelli, João Rodrigues destaca a força política da aliança entre PSD, MDB e União Progressista – Foto: Mateus Spiess/Conecta SC

Em um ataque indireto a seu principal adversário político, Jorginho Mello (PL), João criticou o que chama de “politização” do governo do Estado. Segundo ele, prefeitos e políticos locais são isolados por não compartilharem das opiniões do chefe do Executivo, e seus municípios sofrem com esse tratamento. “Nós vamos resgatar nossa história e despolitizar o governo. O grito de liberdade dos prefeitos será dado no ano que vem”. 

Outro ataque indireto ao projeto de Jorginho Mello veio do candidato ao Senado pelo MDB, Antídio Lunelli, que falou sobre a necessidade de pôr um fim à polarização política, e criticou a candidatura de Carlos Bolsonaro. “Aqui nós não importamos candidatos de fora do Estado”, disse. Antídio ainda atacou o STF, destoando um pouco do tom adotado por seus colegas de chapa, ao falar sobre a necessidade de se colocar um “ponto final na ditadura da toga”.

Já o candidato a vice de João Rodrigues, o presidente do MDB catarinense, Carlos Chiodini, foi um pouco mais contido em suas declarações. Ele se dedicou a enaltecer a aliança construída entre as três legendas, e falou sobre a recepção do projeto pelos catarinenses. “É nítida a esperança por mudanças no nosso Estado. Nossa aliança veio para qualificar o debate e estender o braço do governo a quem mais precisa e apoiar o setor produtivo”, afirmou.

Antidio Amin Chiodini Foto de Mateus Spiess Conecta SC
Antídio Lunelli e Esperidião Amin são os candidatos ao Senado da chapa. Além de Volnei Weber (MDB), primeiro suplente de Lunelli, suplências permanecem em aberto – Foto: Mateus Spiess/Conecta SC

João Rodrigues está com Caiado. O resto de sua chapa, nem tanto

Um ponto de destaque na manhã de hoje foi a presença de Ronaldo Caiado na convenção do PSD. O médico goiano, que é candidato à presidência pelo PSD, disputa diretamente com Flávio Bolsonaro (PL) os votos necessários para conquistar uma vaga num eventual segundo turno contra Lula. O fato curioso, no entanto, é que apesar de MDB e União Progressista terem firmado uma aliança com PSD em Santa Catarina, não existe um arranjo similar a nível nacional: as duas legendas se declararam neutras no pleito deste, e liberaram seus membros para apoiarem o candidato de sua preferência. 

Mas enquanto os emedebistas catarinenses não tiveram vergonha de serem vistos ao lado de Caiado, o outro candidato de João Rodrigues ao Senado não pôde dizer o mesmo. Esperidião Amin (PP), que durante a convenção dedicou seu discurso a exaltar a aliança entre as três legendas, tomou o cuidado de deixar o evento pouco antes da chegada do presidenciável.

Mesmo estando ao lado do PSD catarinense, e tendo criticado mais de uma vez a candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado, Amin declarou abertamente seu voto em Flávio Bolsonaro à presidência. Por isso, não se arriscou, e foi embora antes de dar de cara com Caiado. 

Além de oficializar a chapa majoritária, as convenções homologaram a maioria dos nomes que vão disputar vagas na Alesc e Câmara dos Deputados nas eleições de outubro. A lista final de cada sigla, incluindo os suplentes ao Senado Federal deve ser consolidada até quarta-feira (5), prazo final estipulado pela Justiça Eleitoral.