Os Correios colocaram em prática um plano emergencial para preservar o funcionamento dos serviços em todo o Brasil durante a greve anunciada pelas entidades sindicais. A empresa informou que adotou uma série de medidas para minimizar possíveis efeitos da paralisação sobre o atendimento e a circulação de encomendas e correspondências.
Entre as ações previstas estão o deslocamento de funcionários da área administrativa para reforçar setores operacionais, o remanejamento da frota e a organização de mutirões destinados a manter o fluxo logístico. Mesmo com o movimento grevista, as agências dos Correios continuam abertas ao público.
TST VAI JULGAR DISSÍDIO COLETIVO
Diante do impasse nas negociações trabalhistas, os Correios recorreram ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) na sexta-feira (11), quando apresentaram um pedido de dissídio coletivo.
A iniciativa ocorreu depois que a etapa de mediação terminou sem consenso entre a empresa e os representantes dos trabalhadores. Nas assembleias realizadas pela categoria, a proposta para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028 foi rejeitada e a greve acabou aprovada.
O julgamento do dissídio coletivo está previsto para 21 de setembro, às 13h30. Até lá, porém, as partes ainda podem chegar a um entendimento e firmar um acordo durante o andamento do processo.
LIMINAR DETERMINA EFETIVO MÍNIMO DE 80%
No sábado (12), o TST determinou, por meio de uma decisão liminar, que 80% dos trabalhadores permaneçam em atividade em cada unidade ou estabelecimento dos Correios durante a paralisação.
A determinação abrange diferentes áreas consideradas necessárias para garantir o funcionamento da rede postal. Entre elas estão os setores de atendimento, tratamento, transporte e distribuição, além das áreas administrativas e de suporte consideradas indispensáveis à operação.
Na prática, a medida busca evitar que a greve provoque uma interrupção ampla dos serviços e assegurar a manutenção da cadeia logística da estatal.
EMPRESA DIZ RESPEITAR DIREITO DE GREVE
Os Correios afirmaram que reconhecem o direito de greve dos trabalhadores, mas destacaram que o movimento acontece em um período considerado delicado para a empresa.
A estatal aponta que atravessa um cenário econômico e financeiro desafiador e que, neste momento, mantém como prioridades o controle de gastos, a melhoria da eficiência operacional, a modernização dos processos e a busca por novas fontes de receita.
Com o Plano de Continuidade de Negócios em funcionamento e a determinação judicial de manutenção de pelo menos 80% do efetivo, a empresa pretende reduzir os impactos da paralisação sobre os serviços prestados à população e sobre o fluxo de encomendas em todo o país.