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PL oficializa candidatura de Jorginho Mello e transforma SC em um dos principais palcos da disputa presidencial de 2026

Convenção reúne Flávio, Carlos e Jair Renan Bolsonaro, confirma chapa ao Governo e ao Senado e consolida o estado como peça estratégica na corrida eleitoral nacional

A disputa eleitoral de 2026 em Santa Catarina ganhou contornos definitivos neste sábado (1º), quando o Partido Liberal (PL) oficializou a candidatura à reeleição do governador Jorginho Mello e consolidou uma chapa que coloca o estado no centro da estratégia nacional da legenda. A convenção estadual, realizada na Arena Opus, em São José, reuniu algumas das principais lideranças do bolsonarismo e marcou o início da campanha do grupo político que buscará manter o comando do governo catarinense.

O evento encerra uma semana decisiva para o cenário político estadual. Nos últimos dias, também foram oficializadas as candidaturas de João Rodrigues (PSD) ao Governo de Santa Catarina, em uma aliança vinculada ao projeto presidencial de Ronaldo Caiado (União Brasil), e de Gelson Merísio (PSB), candidato do Campo Democrático apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com isso, os três principais projetos políticos para o estado entram oficialmente na disputa.

Na convenção do PL foram homologadas as candidaturas de Jorginho Mello ao governo, do prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), como vice-governador, e de Caroline De Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL) para as duas vagas ao Senado. O encontro também contou com a presença do senador Flávio Bolsonaro, candidato do partido à Presidência da República, e do vereador Jair Renan Bolsonaro, candidato a deputado federal por Santa Catarina.

Mais do que cumprir uma etapa do calendário eleitoral, a convenção foi utilizada pelo PL para demonstrar unidade política, capacidade de mobilização e, principalmente, reforçar que Santa Catarina será um dos principais pilares da campanha presidencial da legenda.

TRÊS PROJETOS DISPUTAM O FUTURO DE SANTA CATARINA

Com o encerramento das convenções partidárias, o cenário eleitoral catarinense passa a contar com três grandes blocos políticos claramente definidos.

O primeiro é liderado pelo governador Jorginho Mello, que tenta conquistar um segundo mandato sustentado pela ampla aliança formada em torno do PL e pelo apoio do candidato presidencial Flávio Bolsonaro.

Na oposição de direita, o prefeito de Chapecó, João Rodrigues, foi oficializado candidato ao governo pelo PSD. Sua candidatura estará integrada ao projeto nacional do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que buscará apresentar uma alternativa ao eleitorado conservador fora do Partido Liberal.

Já o Campo Democrático lançou Gelson Merísio como candidato ao Governo de Santa Catarina, tendo Angela Albino como vice e os candidatos ao Senado Décio Lima (PT) e Afrânio Boppré (PSOL). A frente reúne partidos de centro-esquerda e será o principal palanque catarinense do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A definição dessas três chapas marca o início de uma disputa que deve reproduzir, em Santa Catarina, parte da polarização nacional, mas também incorporar características próprias do cenário político estadual.

SANTA CATARINA VIRA PEÇA-CHAVE DA CAMPANHA PRESIDENCIAL

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Reprodução

Entre todos os estados brasileiros, poucos receberam tanta atenção da direção nacional do PL quanto Santa Catarina.

A presença simultânea de Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro na convenção evidencia que a legenda pretende transformar o estado em uma de suas principais vitrines eleitorais ao longo da campanha.

Santa Catarina figura há anos entre os estados onde o bolsonarismo alcança seus melhores desempenhos eleitorais. Esse histórico explica por que o partido decidiu concentrar no estado candidaturas consideradas estratégicas tanto para a disputa nacional quanto para o Congresso Nacional.

Enquanto o PSD utilizará a imagem de Ronaldo Caiado para impulsionar a candidatura de João Rodrigues e o Campo Democrático apostará na presença de Lula para fortalecer Gelson Merísio, o PL escolheu integrar completamente a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro à disputa estadual liderada por Jorginho Mello.

A expectativa é de que lideranças nacionais da legenda participem frequentemente de agendas em Santa Catarina ao longo dos próximos meses.

JORGINHO APOSTA NA CONTINUIDADE DA GESTÃO

Com a candidatura homologada, Jorginho Mello inicia oficialmente a busca pela reeleição defendendo a continuidade do governo iniciado em 2023.

O governador terá como companheiro de ch o prefeito de Joinville, Adriano Silva, cuja escolha amplia a representação da maior cidade catarinense na campanha e fortalece a aliança entre PL e Novo.

A composição busca unir a experiência administrativa do atual governador com a projeção conquistada por Adriano Silva na gestão municipal, formando uma chapa voltada ao eleitorado de centro-direita.

Ao longo da campanha, a expectativa é que Jorginho apresente como principais argumentos os resultados econômicos do estado, os investimentos em infraestrutura, segurança pública e desenvolvimento regional.

COLIGAÇÃO AMPLIA A BASE DE APOIO

Além da definição da chapa majoritária, a convenção consolidou uma das maiores alianças partidárias da eleição catarinense.

Integram a coligação liderada pelo PL o Novo, Republicanos, Podemos, Democracia Cristã (DC), AGIR e a Federação PSDB/Cidadania.

A estratégia amplia a presença da campanha em praticamente todas as regiões do estado por meio de prefeitos, vereadores, deputados estaduais, deputados federais e lideranças locais que participaram da convenção.

A construção dessa aliança busca oferecer sustentação política tanto durante a campanha quanto em uma eventual continuidade do governo.

CARLOS BOLSONARO LEVA A DISPUTA AO SENADO PARA OUTRO PATAMAR

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Reprodução redes sociais

A oficialização da candidatura de Carlos Bolsonaro representa um dos movimentos políticos de maior impacto das eleições de 2026 em Santa Catarina.

Depois de construir toda a sua trajetória política no Rio de Janeiro, o vereador passa a disputar uma vaga no Senado pelo estado catarinense, levando para a eleição uma projeção nacional incomum nas disputas estaduais. Sua entrada amplia significativamente a visibilidade da corrida e reforça a estratégia do PL de nacionalizar parte da campanha em Santa Catarina.

Ao lado dele estará a deputada federal Caroline De Toni, uma das principais lideranças conservadoras do Congresso Nacional e nome que consolidou protagonismo dentro do Partido Liberal. A dupla reúne dois candidatos identificados com o bolsonarismo e chega à disputa respaldada pela estrutura partidária construída em torno da candidatura à reeleição de Jorginho Mello.

O cenário, entretanto, será bastante competitivo.

Pelo Campo Democrático, a disputa contará com Décio Lima (PT), ex-deputado federal e atual presidente do Sebrae Nacional, e Afrânio Boppré (PSOL), ex-vereador de Florianópolis e uma das principais lideranças da esquerda catarinense. Ambos integram a chapa encabeçada por Gelson Merísio ao Governo do Estado e representam o palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Santa Catarina.

No campo de centro-direita, o PSD lançou o ex-prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli, como candidato ao Senado na chapa liderada por João Rodrigues. Já o Progressistas aposta na experiência política do ex-governador e ex-senador Esperidião Amin, que buscará retornar ao Congresso Nacional.

A configuração da disputa coloca frente a frente nomes de perfis bastante distintos: de um lado, candidatos ligados diretamente ao bolsonarismo; de outro, representantes do campo progressista alinhado ao governo Lula; e, ainda, lideranças tradicionais da política catarinense que tentam ocupar um espaço próprio no eleitorado de centro e centro-direita.

Com duas vagas em disputa e um conjunto de candidatos de elevada projeção política, a eleição para o Senado tende a ser uma das mais concorridas da história recente de Santa Catarina e deverá concentrar parte significativa dos debates ao longo da campanha.

FLÁVIO BOLSONARO REFORÇA A PRIORIDADE DO PL PARA SANTA CATARINA

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Poucas horas depois de ter sua candidatura à Presidência homologada na convenção nacional do partido, Flávio Bolsonaro participou do evento em Santa Catarina.

Sua presença simbolizou mais do que apoio à candidatura de Jorginho Mello. Representou a decisão do PL de tratar o estado como um dos principais polos de sua campanha presidencial.

Durante a convenção, Flávio reforçou o alinhamento entre o projeto nacional e a disputa estadual, defendendo a unidade da base conservadora e a importância estratégica de Santa Catarina para os objetivos eleitorais da legenda.

Essa integração deverá marcar a agenda do partido durante toda a campanha, com participação frequente de lideranças nacionais em eventos realizados no estado.

JAIR RENAN BUSCA CONSOLIDAR CARREIRA POLÍTICA

Outro integrante da família Bolsonaro que ganhou espaço na convenção foi Jair Renan Bolsonaro.

Após ser eleito vereador em Balneário Camboriú, ele buscará agora uma vaga na Câmara dos Deputados representando Santa Catarina.

Sua candidatura amplia a presença da família Bolsonaro nas eleições estaduais e reforça a estratégia do PL de utilizar lideranças de projeção nacional também nas disputas proporcionais.

Caso seja eleito, Jair Renan passará a integrar a bancada catarinense na Câmara Federal.

CONVENÇÃO MARCA O INÍCIO DE UMA CAMPANHA QUE DEVE MOBILIZAR O ESTADO

Milhares de apoiadores participaram da convenção realizada na Arena Opus, que reuniu lideranças políticas de diversas regiões catarinenses.

Além da homologação das candidaturas, o encontro teve caráter simbólico ao marcar o início da mobilização eleitoral do grupo liderado por Jorginho Mello.

Com bandeiras, manifestações de apoio e discursos voltados à unidade partidária, o evento buscou demonstrar organização e capacidade de mobilização para enfrentar uma disputa que promete ser uma das mais intensas da história recente do estado.

SANTA CATARINA SERÁ UM DOS PRINCIPAIS CAMPOS DE BATALHA DA ELEIÇÃO

Com as convenções concluídas, o cenário eleitoral catarinense passa a refletir, de forma cada vez mais evidente, a disputa política nacional.

De um lado, Jorginho Mello tentará renovar o mandato apoiado pela estrutura do PL e pela candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Em outro campo, João Rodrigues buscará apresentar uma alternativa de direita vinculada ao projeto de Ronaldo Caiado. Já Gelson Merísio representará a coalizão de centro-esquerda que terá o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como principal referência nacional.

A presença simultânea dessas três forças políticas tende a transformar Santa Catarina em um dos estados mais disputados do país durante a campanha de 2026. Mais do que uma eleição estadual, a corrida pelo governo catarinense deverá funcionar como um importante termômetro da disputa presidencial, atraindo lideranças nacionais, intensificando a polarização política e colocando o estado no centro do debate eleitoral brasileiro.