terça-feira, 15 setembro , 2026
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Florianópolis lidera participação da tecnologia no PIB entre capitais brasileiras

por Duda Amaral
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Florianópolis reforçou a posição de destaque no cenário nacional de inovação. Em 2025, o setor de tecnologia respondeu por 21% de toda a riqueza produzida no município, fazendo da capital catarinense a cidade com a maior participação do segmento no Produto Interno Bruto (PIB) entre as capitais brasileiras.

Os números integram o Observatório de Inovação de Florianópolis, levantamento desenvolvido pela Rede de Inovação do município em parceria com a Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE) e a Prefeitura de Florianópolis.

Além da participação no PIB, os indicadores mostram a força do ecossistema local em número de empresas, empregos, faturamento e remuneração.

FLORIANÓPOLIS TEM UMA DAS MAIORES CONCENTRAÇÕES DE EMPRESAS DE TECNOLOGIA

A capital catarinense chegou a 7,4 mil empresas de tecnologia em 2025, alcançando a décima colocação nacional em quantidade de companhias do setor. O resultado fez Florianópolis ultrapassar Recife e Campinas no ranking.

Um dos dados que mais chama atenção, porém, é a concentração dessas empresas em relação ao tamanho da população. São 12,6 empresas de tecnologia para cada mil habitantes, a maior densidade entre as capitais brasileiras.

No ranking nacional, Florianópolis fica atrás somente de Barueri, que registra 15,5 empresas por mil habitantes. A taxa da capital catarinense também é quatro vezes maior que a média brasileira, de 3,1 empresas para cada mil habitantes.

Para Diego Ramos, presidente da ACATE, a relevância do setor está justamente na sua presença dentro da economia municipal.

“Florianópolis se diferencia não apenas pelo volume de faturamento ou número de empresas, mas pela concentração estratégica de tecnologia na economia local”, comenta Diego Ramos, presidente da ACATE. “Quando 21% do PIB municipal vem da tecnologia, isso mostra um ecossistema maduro e diversificado, capaz de atrair investimentos, reter talentos e gerar oportunidades de forma sustentável.”

SETOR MOVIMENTOU R$ 14 BILHÕES EM 2025

O setor tecnológico de Florianópolis registrou R$ 14 bilhões em faturamento em 2025, valor que coloca a cidade na décima posição nacional em volume absoluto.

Na comparação com o ano anterior, o crescimento foi de 9,4%, considerado o avanço mais expressivo dos últimos anos.

Mesmo ficando atrás de grandes centros em volume total, a capital catarinense aparece à frente de cidades como Fortaleza, Recife e Salvador. O desempenho também reforça a presença da tecnologia como uma das principais atividades econômicas locais.

Quando o faturamento é dividido pela população, o resultado também chama atenção: são R$ 23,8 mil por habitante. Nesse indicador, Florianópolis ocupa a terceira posição nacional, atrás apenas de Barueri e Santana de Parnaíba.

PEQUENAS EMPRESAS FORMAM A BASE DO ECOSSISTEMA

A composição do setor mostra ainda o peso de micro e pequenas empresas no ecossistema de inovação da capital.

Entre as companhias analisadas, 1.884 empresas, ou 29% do total, faturam até R$ 81 mil. Outras 3.518, equivalentes a 55%, estão na faixa entre R$ 81 mil e R$ 360 mil.

Já nos segmentos de maior faturamento, 486 empresas registram receitas entre R$ 360 mil e R$ 1,5 milhão. Outras 286 companhias estão na faixa entre R$ 4,8 milhões e R$ 10 milhões, enquanto 125 empresas superam R$ 10 milhões de faturamento anual.

A distribuição revela um mercado formado majoritariamente por negócios de menor porte, característica comum em regiões com forte presença de startups e empresas em processo de expansão.

TECNOLOGIA JÁ REPRESENTA 13% DOS EMPREGOS DA CAPITAL

O avanço do setor também aparece no mercado de trabalho. Florianópolis contabilizou 44,8 mil empregos formais em tecnologia em 2025, o equivalente a 43,9% de todas as vagas do segmento em Santa Catarina.

Com esse resultado, a capital catarinense alcançou a quinta posição nacional na geração de empregos tecnológicos e ultrapassou centros tradicionais como Curitiba e Porto Alegre.

Na própria estrutura do mercado de trabalho de Florianópolis, a tecnologia já responde por 13% dos empregos formais. O índice supera a participação do comércio, de 12%, e fica atrás somente da administração pública, que representa 30%.

A remuneração também está acima da observada em setores tradicionais. O salário médio dos trabalhadores de tecnologia chegou a R$ 6.956, enquanto a remuneração da área cresceu 21% nos últimos três anos. No mesmo período, a média de crescimento dos salários na cidade foi de 12,3%.

INOVAÇÃO GANHA ESPAÇO NA IDENTIDADE ECONÔMICA DE FLORIANÓPOLIS

Para o secretário de Turismo, Desenvolvimento Econômico e Inovação de Florianópolis, Juliano Richter Pires, os resultados refletem uma transformação que já pode ser percebida na economia da cidade.

“Esses números confirmam o que já vivemos no cotidiano de Florianópolis. A inovação deixou de ser um diferencial e se tornou a identidade econômica da nossa cidade”, comenta Juliano Richter Pires, secretário de Turismo, Desenvolvimento Econômico e Inovação de Florianópolis. “Não é à toa que Florianópolis também é conhecida como Vale do Silício Brasileiro: aqui, empreendedorismo e tecnologia caminham lado a lado com qualidade de vida, natureza e infraestrutura. Cada nova empresa que se instala em Florianópolis significa mais empregos qualificados, mais renda circulando na economia local e mais oportunidades para que talentos catarinenses construam suas carreiras sem precisar sair de casa. Nosso papel como Prefeitura é seguir fortalecendo esse ecossistema, atraindo investimentos e criando as condições para que Florianópolis siga líder em inovação, porque, quando a tecnologia cresce, toda a cidade cresce junto.”

GRANDE FLORIANÓPOLIS TAMBÉM LIDERA EM SANTA CATARINA

A força do setor não se limita à capital. A Grande Florianópolis aparece como principal polo tecnológico de Santa Catarina, de acordo com a edição mais recente do Observatório ACATE, apresentada durante o Startup Summit 2026.

A região movimentou R$ 18,98 bilhões em 2025, concentrando 39,6% de toda a receita gerada pelo setor tecnológico catarinense. Ao todo, são 11,3 mil empresas, número correspondente a 33,2% das companhias de tecnologia ativas no estado.

O faturamento regional mantém trajetória de crescimento desde 2022. Naquele ano, foram R$ 15,6 bilhões. O montante passou para R$ 16,2 bilhões em 2023, chegou a R$ 18,06 bilhões em 2024 e atingiu R$ 18,98 bilhões em 2025.

O desempenho deixa a Grande Florianópolis à frente dos demais grandes polos tecnológicos de Santa Catarina. O Vale do Itajaí, segundo colocado em faturamento, registrou R$ 13,4 bilhões em 2025, com 8.985 empresas. Já o Norte Catarinense somou R$ 8,41 bilhões, reunindo 5.921 companhias.

ONDE CONSULTAR OS DADOS

O levantamento reúne indicadores sobre empresas, faturamento, empregos e participação da tecnologia na economia de Florianópolis e de Santa Catarina.

O estudo completo pode ser consultado no Observatório de Inovação de Florianópolis, enquanto os dados regionais estão disponíveis no Observatório ACATE.

Confira o estudo completo do Observatório de Inovação de Florianópolis


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