Santa Catarina encerra 2025 consolidada como uma das economias mais dinâmicas do País, com crescimento acumulado de 4,5% nos 12 meses encerrados em setembro, segundo estimativas da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan). O desempenho supera a média nacional, que ficou em 2,7% no mesmo período, e reforça a resiliência da economia catarinense em um cenário marcado por juros elevados, incertezas fiscais e tensões políticas internas e externas.
Sumário
SANTA CATARINA MANTÉM BASE PRODUTIVA DIVERSIFICADA
O desempenho econômico de Santa Catarina é sustentado por uma estrutura produtiva diversificada e integrada, que articula Agropecuária, Indústria e Serviços. Essa combinação tem permitido ao estado manter resultados acima da média nacional, mesmo diante de um ambiente macroeconômico desafiador. A diversidade setorial contribuiu para mitigar os impactos do custo elevado do crédito, que restringiu o consumo e adiou investimentos, especialmente no segmento industrial.
AGROPECUÁRIA IMPULSIONA CRESCIMENTO EM 2025
A Agropecuária apresentou forte retomada em 2025, após um ano anterior afetado por eventos climáticos adversos. A agricultura registrou safra recorde, com crescimento de 21% no índice de quantum nos 12 meses até setembro, impulsionada por culturas como soja, milho, arroz, feijão, cebola, banana e maçã. Na pecuária, o avanço foi de 2,9%, com destaque para a avicultura, que cresceu 3,4%, e para a produção de leite, com alta de 4,4%, conforme dados da Epagri/Cepa.
SERVIÇOS E INDÚSTRIA SUSTENTAM DESEMPENHO POSITIVO
Os setores de Serviços e Indústria também apresentaram crescimento relevante ao longo do período analisado. De acordo com a Seplan, o setor de Serviços avançou 4,3% nos 12 meses encerrados em setembro, mantendo trajetória positiva mesmo com sinais de desaceleração. Já a Indústria cresceu 3,2%, com destaque para a Indústria de Transformação, que registrou alta de 4,2%, consolidando-se como segmento estratégico para a economia estadual.
CENÁRIO EXTERNO DESAFIADOR E IMPACTOS SETORIAIS
No ambiente internacional, a economia global seguiu pressionada pela continuidade da guerra na Ucrânia, pelo agravamento das tensões no Oriente Médio e pelo aumento do protecionismo comercial, impulsionado por medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos. Esses fatores elevaram a volatilidade dos mercados e afetaram cadeias produtivas. Em Santa Catarina, houve perda de fôlego econômico entre junho e setembro, com desaceleração mais intensa na indústria de transformação. O setor de produtos de madeira foi diretamente impactado pela redução das importações norte-americanas após a imposição de tarifas, embora a retirada parcial dessas medidas em novembro abra espaço para a recomposição das exportações em nichos específicos.
INDICADORES CONFIRMAM DESEMPENHO ACIMA DA MÉDIA
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBCR) projeta crescimento de 5,4% para Santa Catarina nos 12 meses encerrados em setembro, resultado superior ao estimado pela Seplan e o segundo maior entre as 13 unidades federativas avaliadas. Apesar da desaceleração observada ao longo do ano, o estado permanece entre os territórios com melhor desempenho econômico do País.
SEPLAN LANÇA NOVO BOLETIM ECONÔMICO-FISCAL
Como parte do acompanhamento do desempenho econômico, a Seplan lançou o último Boletim de Indicadores Econômicos-Fiscais de 2025. A publicação reúne dados, estimativas e projeções sobre a economia de Santa Catarina, além de análises aprofundadas do cenário estadual, nacional e internacional. O material conta com contribuições dos economistas Paulo Zoldan, da Seplan, e Andréa Castelo Branco, da Epagri/Cepa, e detalha indicadores de cada setor da economia.
O boletim está disponível para consulta e oferece uma visão abrangente sobre os desafios e perspectivas da economia catarinense, reforçando o papel do planejamento estratégico na formulação de políticas públicas e na atração de investimentos.
Com informações da Agência de Notícias SECOM/SC
