A geração de empregos em Santa Catarina manteve saldo positivo no primeiro semestre de 2026, impulsionada principalmente pelo setor de serviços. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que o segmento respondeu pela maior parte das novas vagas formais entre janeiro e junho, superando a indústria e a construção civil.
Ao longo dos seis primeiros meses do ano, o estado acumulou 63,1 mil postos de trabalho com carteira assinada. O desempenho reforça o peso do setor de serviços na economia catarinense, embora os números também indiquem desaceleração na abertura de vagas conforme o semestre avançou.
GERAÇÃO DE EMPREGOS EM SANTA CATARINA FOI PUXADA PELOS SERVIÇOS
O setor de serviços encerrou o período com saldo de 26,6 mil vagas formais, liderando a criação de empregos no estado. Em seguida aparecem a indústria, com 25,3 mil novos postos, e a construção civil, responsável por 11,2 mil vagas.
Dentro dos serviços, o maior avanço ocorreu nas Atividades Administrativas e Serviços Complementares, que registraram 8.879 empregos, representando aproximadamente um terço de todo o saldo positivo do segmento.
Também apresentaram resultados expressivos as áreas de Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas (3.706 vagas), Transporte, Armazenagem e Correio (3.650), Administração Pública (3.580) e Educação (3.437). Saúde Humana e Serviços Sociais, Informação e Comunicação e Outras Atividades de Serviços também contribuíram para o resultado positivo, embora em menor escala.
COMÉRCIO APRESENTOU ESTABILIDADE NO PRIMEIRO SEMESTRE
Enquanto os serviços concentraram praticamente toda a expansão entre os dois segmentos, o comércio fechou o semestre com saldo de apenas 136 vagas, indicando um cenário de estabilidade.
O desempenho positivo foi sustentado principalmente pelo Comércio por Atacado, responsável por 2.579 novos postos, além dos segmentos de Combustíveis para Veículos Automotores, com 794 vagas, e Comércio e Reparação de Veículos e Motocicletas, que abriu 596 empregos.
Em contrapartida, alguns ramos registraram redução no número de trabalhadores. As maiores quedas ocorreram no comércio de Vestuário, Calçados, Joias e Relógios (-2.047 vagas), Hipermercados e Supermercados (-833) e Equipamentos de Informática e Comunicação (-744), além de outros segmentos que também encerraram o período com saldo negativo.
ALGUNS SEGMENTOS DE SERVIÇOS TAMBÉM TIVERAM RETRAÇÃO
Apesar da liderança do setor na criação de empregos, nem todas as atividades apresentaram crescimento.
O segmento de Alojamento e Alimentação registrou saldo negativo de 1.758 vagas, sendo a principal retração dentro dos serviços no semestre. Já as Atividades Financeiras e de Seguros também fecharam o período com leve redução no número de empregos formais.
RITMO DE CONTRATAÇÕES PERDEU FORÇA AO LONGO DO SEMESTRE
Os dados do Caged mostram que a maior parte das admissões no setor de serviços ocorreu entre fevereiro e março. A partir de abril, o ritmo de criação de vagas diminuiu gradualmente, chegando a um cenário próximo da estabilidade em junho.
Mesmo com essa desaceleração, o saldo acumulado permaneceu positivo em Santa Catarina, indicando que o mercado formal de trabalho continuou gerando empregos durante o primeiro semestre de 2026, ainda que em intensidade menor nos meses finais do período.
